A tensão entre Jayme e Pivetta teve início nesta semana, após entrevista concedida pelo vice-governador à imprensa. Pivetta avaliou que o Senado Federal carece de parlamentares com perfil técnico e destacou que há um foco excessivo na liberação de emendas. “Eu tenho saudade de ver, no Senado Federal, quadros com alta capacidade intelectual que mexam com o sentimento do brasileiro. Hoje a gente vê muita negociação, emenda parlamentar, distribuição de recursos federais (…) Precisamos de um Congresso que cuide dos interesses do Brasil”, declarou.
A resposta veio de forma indireta, mas direcionada, durante discurso de Jayme na entrega de 60 viaturas e sete caminhões-pipa para municípios do interior. Sem citar nomes, o senador defendeu o perfil de político “resolutivo”, voltado à destinação de recursos e atendimento às demandas locais.
“Dizendo que no Senado tem que ter intelectualidade, mas o senador intelectual, muitas das vezes, não é resolutivo. O que os prefeitos e a população querem é político resolutivo, que traga investimentos. Eu sou um político resolutivo. Não estou lá para fazer politicalha, nem vender minha consciência”, afirmou Jayme, que ainda criticou parlamentares que, segundo ele, fazem uso indevido das emendas.
O impasse entre os dois ocorre em meio ao cenário pré-eleitoral e pode refletir disputas internas dentro do União Brasil em Mato Grosso. Isso porque Mauro já declarou apoio a Pivetta como possível candidato ao governo do estado em 2026, posição que gerou insatisfação entre aliados de Jayme . O senador, por sua vez, tem sinalizado que também pode disputar o cargo e tem afirmado publicamente que a decisão sobre o futuro do partido não cabe apenas ao governador.
A repercussão das declarações reforça o ambiente de tensão dentro da base governista, a pouco mais de um ano das movimentações eleitorais mais intensas. Até o momento, Mendes mantém postura de neutralidade diante do embate.