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Mais policiais são flagrados em posto usado como ‘ponto de encontro’ de bando que roubou banco

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Imagem enviada à reportagem mostra outros policiais militares no posto de combustível, em que criminosos que roubaram a agência do banco Sicredi em Brasnorte, no dia 31 de julho, aparecem momentos após o crime, junto com os PMs Anderson de Amaral Rodrigues e Alan Carvalho da Silva, presos por suposta participação no roubo.

Na imagem, é possível ver que outras viaturas passam pelo local, além da presença de outros militares. O print mostra que uma viatura chega pouco depois das 17h, cerca de três horas após o crime, e permanece no local por alguns minutos junto da viatura dos policiais presos.

Os militares chegam a descer do veículo e caminham pelo posto de combustível, enquanto os criminosos estavam dentro da conveniência. Pouco depois, eles vão embora.

Além disso, as fontes que enviaram o print à reportagem questionam se o vídeo é conclusivo para apontar a participação dos cabos detidos, uma vez que outros policiais também passam pelo local.

De acordo com o auto de prisão dos policiais, os militares começaram a ser investigados após a ex-mulher de “Paraíba”, criminoso preso pelo roubo, afirmar que os policiais estavam envolvidos no crime.

O depoimento da mulher, aliado à presença dos policiais no posto de combustível, foi usado como elemento para efetuar a prisão dos militares.

As fontes questionam como os policiais presos poderiam saber que aquele grupo era responsável pelo roubo ao banco, sendo que a identidade dos criminosos, até aquele momento, ainda não havia sido descoberta.

A “pressa” com que os policiais foram presos também é questionada, já que não houve nenhuma investigação prévia. “Neste caso, contudo, a lógica foi invertida: prenderam primeiro para investigar depois. Isso fere os princípios constitucionais da ampla defesa, do contraditório e da presunção de inocência”, relata a fonte.

Por fim, as pessoas ouvidas pedem por Justiça e processo claro e limpo. 

“O que todos nós queremos é justiça. Não pedimos privilégios, mas sim um julgamento justo, baseado em provas, e não em suposições. É hora de cobrar das autoridades a atenção devida a este caso”, concluem. 

Apesar dos questionamentos, a prisão dos policiais militares foi mantida pela Justiça Militar e corroborada pelo Ministério Público, que se manifestou a favor da manutenção da prisão.

Além deles, doze bandidos foram presos por envolvimento no crime. A polícia ainda não descarta a participação de outros suspeitos.

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