O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou nesta quinta-feira (9), durante entrevista à Rádio Verde, que lançará nos próximos dias um programa abrangente focado na criação de Guardas Municipais nas 30 maiores cidades de Mato Grosso.
Pivetta afirmou que a iniciativa da guarda municipal já existe nas cidades de Lucas do Rio Verde, a qual ele já administrou por três vezes, e Várzea Grande. Em Cuiabá, o prefeito Abilio Brunini (PL) tentou implementar a ideia, mas enfrentou dificuldades financeiras.
Pivetta afirmou que irá procurar o prefeito para retomar a conversa e oferecer o suporte e apoio do estado.
Segundo o governador, a iniciativa visa complementar as ações da Polícia Militar e da Polícia Civil, e não substituí-las ou concorrer com elas. “Não é concorrência com a Polícia Militar, não é concorrência com a Polícia Judiciária Civil, é uma polícia complementar, é uma polícia comunitária”, afirmou.
O programa prevê a realização de concursos públicos nas cidades que atualmente não possuem guarda municipal ou desejam aumentar seu efetivo.
O governo do estado, diz Pivetta, se compromete a dar suporte como treinamento, aquisição de veículos, armamentos e todo o equipamento essencial.
“Nós vamos fazer o concurso nas cidades onde nós queremos aumentar o efetivo. Vamos atrair os jovens, homens e mulheres moradores daquelas cidades, que vão ter oportunidade de fazer um concurso para a Polícia Municipal. Eles vão ter o treinamento, o Estado vai fazer o treinamento, o Estado vai prover veículos, armamentos, tudo o que precisar para que os prefeitos e prefeitas se encorajem e nos ajudem nessa pauta extremamente importante, que é a segurança pública”.
“Pivetta, em sua fala, não deu detalhes sobre o cronograma de publicação do edital, nem se a realização da prova será de responsabilidade do Estado ou dos municípios participantes do programa”.
“Tem muitos locais que o Estado ainda não chega, e é aí que o crime se organiza. […] Onde o Estado não chega, ou seja, onde o Estado está desorganizado, o crime se organiza”, explicou.
O governador usou como exemplo a situação de “Estado paralelo” em favelas de outras regiões, como o Rio de Janeiro, e declarou que a criação da polícia comunitária em Mato Grosso servirá como uma “vacina” contra essa desorganização, permitindo que as forças de segurança “fechem o cerco contra qualquer iniciativa do crime.”
“No Mato Grosso ainda nós não temos isso, mas nós vamos vacinar Mato Grosso contra isso, criando a polícia comunitária para fazer a segurança complementar, se comunicar com a polícia militar, com a polícia civil, e aí nós fechar o cerco contra qualquer iniciativa do crime”.
Além da nova iniciativa, o governo afirmou também que já trabalha no fortalecimento das forças de segurança, citando a aquisição de uma nova frota de veículos para a Polícia Militar, Polícia Civil, Politec e Corpo de Bombeiros.
“A ordem é policiamento ostensivo. […] O que nós queremos é dar todas as condições para que a polícia que nós temos tenha mais condições de trabalhar, e nós vamos motivar toda a nossa tropa e essa nova iniciativa”.