O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), evitou polemizar ao comentar a sinalização do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) de não renovar o Fethab 2 a partir de 2027. Segundo ele, caso a decisão seja mantida, o tema não deve sequer ser analisado pelo Legislativo.
À imprensa, nesta terça-feira (14), Russi afirmou que a eventual não prorrogação do fundo é uma decisão do Executivo e que a Assembleia só participa do debate caso haja envio de proposta. “Não havendo a necessidade da prorrogação, esse projeto não vai chegar à Assembleia. Nós só debatemos se houver interesse do governo em encaminhar”, disse.
O deputado também fez ponderações sobre o contexto econômico e os investimentos realizados no estado, destacando que a medida pode estar relacionada ao momento enfrentado pelo setor produtivo. “É uma decisão pontual em virtude das dificuldades que o agronegócio tem passado, com preço de commodities e custo de produção”, afirmou.
Russi citou ainda os investimentos em infraestrutura realizados nos últimos anos, como ampliação da malha viária, melhorias em aeroportos e a criação da ferrovia estadual. Segundo ele, essas ações têm impacto direto no escoamento da produção.
A declaração ocorre após Pivetta anunciar, na última sexta-feira (10), durante evento com entidades do setor agropecuário, a manutenção do congelamento do Fethab até o fim de 2026 e a intenção de não renovar a cobrança adicional em 2027. A medida atende a uma demanda do setor produtivo e ainda depende de formalização por meio de projeto de lei.
De acordo com Russi, se o governo mantiver a decisão de não prorrogar o fundo, não haverá necessidade de discussão no Parlamento. “Só chega à Assembleia se houver renovação. Caso contrário, não há o que deliberar”, afirmou.
FIQUE ATUALIZADO COM NOTÍCIAS EM TEMPO REAL: GRUPO DO WHATSAPP | INSTAGRAM DO CN NEWS MT


