Mato Grosso está entre os estados brasileiros que continuam com incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças de até 2 anos, em níveis de alerta, risco ou alto risco. Foram considerados dados até a segunda quinzena de abril. Cuiabá está entre as 14 capitais com o mesmo nível de alerta de incidência da SRAG.
Em Goiás, o governo estadual já decretou estado de emergência. No estado vizinho, já foram contabilizados 2.560 casos, de acordo com a agência de notícias do governo. O número de internações já se aproximava de 500 neste mês. O decreto tem prazo de 180 dias.
O Boletim InfoGripe da Fiocruz divulgado na quinta-feira (16) alerta para o aumento de casos de SRAG em crianças menores de 2 anos em quatro das cinco regiões do país (Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste). A análise aponta que o crescimento das hospitalizações pelo vírus sincicial respiratório (VSR) é o principal fator de elevação dos casos nessa faixa etária. A atualização também indicou que os casos graves por Covid-19 seguem em baixa no Brasil.
O levantamento é referente à Semana Epidemiológica (SE 14), período de 5 a 11 de abril. O Boletim InfoGripe é uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada ao monitoramento de casos de SRAG no país.
Em relação aos estados, o novo Boletim aponta que 14 das 27 UFs continuam com incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo até a SE 14, localizadas nas regiões Norte (Acre, Pará e Tocantins), Nordeste (Maranhão, Piaui, Paraíba, Pernambuco, Sergipe e Bahia), Centro-Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás) e Sudeste (Minas Gerais e Rio de Janeiro).
Sobre o VSR, o quadro de crescimento foi constado em todo o Centro-Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal) e Sudeste (São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo), além de em muitos estados do Norte (Acre, Pará, Tocantins e Roraima) e Nordeste (Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia).
Com relação a influenza A, a nova edição do Boletim mostra que as ocorrências continuam aumentando em boa parte da região Centro-Sul (Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) e em alguns estados do Nordeste (Paraíba, Alagoas e Sergipe), além de em algumas regiões do Norte (Amapá, Acre e Rondônia).
Por outro lado, o estudo sinaliza que os casos de SRAG associados à influenza A se mantêm em queda em muitos estados do Nordeste (Maranhão, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e Pernambuco), além do Pará e do Rio de Janeiro.
Já os casos de SRAG associados ao rinovírus apresentam sinal de interrupção do crescimento ou queda na maior parte do país. No entanto, continuam aumentando no Pará e Mato Grosso.
Sobre as capitais, 14 das 27 apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco com sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a SE 14: Rio Branco (Acre), Belém (Pará), Palmas (Tocantins), Cuiabá (Mato Grosso), Campo Grande (Mato Grosso do Sul), São Luís (Maranhão), Teresina (Piauí), João Pessoa (Paraíba), Recife (Pernambuco), Aracaju (Sergipe), Maceió (Alagoas), Belo Horizonte (Minas Gerais), Vitória (Espírito Santo) e Rio de Janeiro (Rio de Janeiro).


