O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou nesta segunda-feira (4) que a crise envolvendo as demissões de profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) está pacificada. Ele admitiu que o episódio, que gerou forte reação negativa na última semana, foi fruto de um “mal-entendido” e falta de alinhamento interno sobre o vencimento dos contratos.
“Ficou pacificado, tranquilo. No início eu não tinha entendido exatamente o que ocorreu, porque são muitas atividades aqui, e eu não sabia que esses contratos tinham vencido no dia 31 de março. Aconteceu todo esse tumulto por falta de comunicação e por um pouco de desinformação, mas está tudo certo. O pessoal vai ser recontratado, o Samu precisa deles”.
Pivetta destacou que a gestão do Samu em Cuiabá possui uma característica peculiar, sendo operada pelo Estado, ao contrário do modelo federal padrão onde a responsabilidade cabe aos municípios.
Apesar do imbróglio administrativo, o governador defendeu os índices de produtividade da saúde estadual em cooperação com o Corpo de Bombeiros.
“O importante é que nós melhoramos o serviço, e além de melhorar, o tempo médio de atendimento diminuiu de 25 minutos para 16 minutos, portanto diminuiu 40% o tempo de atendimento. É isso que importa para nós, o povo está sendo bem atendido”, pontuou, citando ainda o apoio das equipes do Corpo de Bombeiros que atuam de forma complementar em todo o estado.
A decisão de reverter os desligamentos ocorreu na última quinta-feira (30), após uma reunião no Palácio Paiaguás com a Comissão de Saúde e representantes do setor. Na ocasião, o governador determinou a retomada imediata dos contratos que haviam sido encerrados no fim de março.