Faccionados torturaram mulher por horas para conseguir chegar a segunda vítima; dupla foi executada em Sorriso por traficar para rivais

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Mortas em um intervalo de apenas três horas, Nayana Miranda Conceição, de 39 anos, e Karine Estefane Pereira dos Santos, de 21 anos, foram executadas pelas mãos de faccionados por estarem supostamente envolvidas com o tráfico de entorpecentes para uma facção criminosa rival. Os crimes foram registrados nesta terça-feira (19) em Sorriso, em bairros vizinhos um do outro. Três suspeitos, sendo dois adolescentes e uma mulher de 21 anos, foram detidos pelo envolvimento direto na morte de ambas as vítimas. Um quarto adolescente, também envolvido, segue foragido.

Conforme informações locais, tudo começou com a mulher de 21 anos que foi até a casa de Nayana para comprar entorpecentes. Pouco tempo depois da compra das drogas, o grupo de adolescentes invadiu a casa e rendeu a mulher e sua filha. Sob o argumento de que fariam uma varredura pelos celulares, os faccionados separaram mãe e filha em cômodos separados e, no final do tribunal do crime, executaram Nayana, morta com cinco tiros. A filha da vítima, ao sair do cômodo onde estava, viu a mãe morta na cama.

Nayana foi morta em uma residência no bairro Vila Bela e no bairro vizinho, Mário Raiter, foi a vez de Karine ser alvo dos faccionados. Segundo informações, os criminosos obtiveram indícios de que Karine era parceira de Nayana no tráfico de entorpecentes fornecidos por uma facção rival e foram até a residência da vítima. No local, Karina foi emboscada pelos criminosos e baleada atrás da cabeça.

Apesar do ferimento e de ter perdido massa encefálica com o disparo, Karine foi levada com vida ao hospital e passou a noite sendo atendida pela equipe médica. Contudo, apesar dos esforços, a jovem morreu na manhã desta quarta-feira (20).

Segundo já informado pela reportagem do Olhar Direto, a Polícia Militar conseguiu recuperar uma pistola da marca Taurus, calibre .40, na casa de um dos adolescentes que tomou partido nos assassinatos. Com o adolescente, os policiais também apreenderam munição e um telefone celular. Em um primeiro momento, o adolescente negou o envolvimento no crime, mas logo depois confessou que seu trabalho era monitorar a casa das vítimas. A mulher de 21 anos, ao ser detida, tentou quebrar o telefone, mas foi presa antes e o aparelho entregue para ser periciado. O caso é investigado pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Sorriso.

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