Suspeito de golpe usando imagens de crianças com câncer é contido após crise em delegacia

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Câmeras internas da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá registraram o momento em que Adriano Miguel, de 33 anos, precisou ser contido por policiais após apresentar uma crise enquanto aguardava para ser ouvido pelo delegado plantonista.

Adriano havia sido preso em flagrante suspeito de usar fotos e vídeos de crianças em tratamento contra o câncer para pedir doações via Pix.

Nas imagens, ele aparece sentado em um sofá no corredor da delegacia. Em seguida, passa a bater no próprio rosto, se levanta rapidamente, caminha em direção aos policiais e cai no chão. Os agentes fazem a contenção para evitar que ele se machucasse e para preservar a segurança das pessoas que estavam no local.

De acordo com a Polícia Civil, Adriano é investigado por usar indevidamente o nome e a imagem de uma instituição que atua no apoio a crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer para solicitar doações.

Ainda segundo as investigações, mesmo após deixar a entidade, ele teria continuado se apresentando como representante da instituição. O suspeito também teria encaminhado fotos e vídeos de crianças hospitalizadas para sensibilizar possíveis doadores, indicando contas bancárias em seu próprio nome para receber os valores.

O celular de Adriano foi apreendido e será periciado. A análise do aparelho deve ajudar a identificar possíveis vítimas, verificar as mensagens enviadas e apurar a destinação do dinheiro arrecadado. A Polícia Civil também solicitou à Justiça a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.

Após a repercussão do caso, a Companhia da Alegria divulgou uma nota informando que Adriano Miguel é uma pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), nível 2.

Na manifestação, a entidade afirmou que ele estava em crise durante a abordagem policial e alegou que Adriano teria sido agredido pelos agentes. A instituição informou ainda que os fatos serão encaminhados às autoridades competentes para apuração.

A Companhia da Alegria também declarou que atua com transparência, negou ter usado o nome de outras instituições em campanhas de arrecadação e pediu que a população aguarde a conclusão das investigações antes de fazer julgamentos.

Até a última atualização desta reportagem, a Polícia Civil não havia se manifestado sobre a alegação de agressão feita pela instituição.

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