O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (4) a abertura de um terceiro inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A investigação foi solicitada pela Polícia Federal (PF) e apura a suposta atuação de um grupo envolvido em negócios ilícitos relacionados a áreas do governo federal.
Na mesma decisão, Dino também autorizou a abertura de um quarto inquérito para investigar o possível vazamento de informações sigilosas ligadas às apurações. Com isso, Lulinha passa a ser alvo de três investigações em tramitação no Supremo.
Os novos procedimentos decorrem de elementos reunidos durante a Operação Sem Desconto. As investigações anteriores, autorizadas pelo ministro André Mendonça, apuram suspeitas de tráfico de influência, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa em negociações envolvendo o Ministério da Saúde, a Dataprev e outros órgãos federais. Segundo a Polícia Federal, os inquéritos não investigam diretamente as fraudes em benefícios do INSS, mas possíveis atuações em favor de empresários e lobistas.
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Em nota, a defesa de Lulinha informou que recebe a abertura do novo inquérito com tranquilidade e afirmou confiar na condução do caso pelo ministro Flávio Dino. Os advogados sustentam que o investigado não possui qualquer participação em irregularidades e defendem a apuração de supostos vazamentos seletivos de informações sigilosas.
Segundo interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o chefe do Executivo mantém o entendimento de que eventuais responsabilidades devem ser apuradas pelas autoridades competentes, independentemente de vínculos familiares. As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Federal e supervisão do Supremo Tribunal Federal.