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Fumaça de incêndios reduz visibilidade em estradas e mobiliza força-tarefa em MT

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Os incêndios florestais registrados em diferentes regiões de Mato Grosso têm provocado grandes volumes de fumaça e prejudicado a visibilidade em estradas do interior do estado. No domingo (9), o Corpo de Bombeiros Militar atuou em oito ocorrências de incêndio, distribuídas por vários municípios.

Em Nova Santa Helena, imagens registradas na zona rural mostram áreas tomadas pela fumaça. O município concentra uma das principais operações de combate, com equipes mobilizadas desde o fim de semana.

Segundo o Corpo de Bombeiros, na sexta-feira (7) houve atuação em Nova Santa Helena, Paranatinga, Novo São Joaquim, Rosário Oeste e Juara. No sábado (8), as equipes também trabalharam em Dom Aquino. Já no domingo, os combates ocorreram em Paranatinga, Nova Santa Helena, Nobres, Vila Bela da Santíssima Trindade, Rondonópolis e Rosário Oeste.

Força-tarefa em Nova Santa Helena

Em Nova Santa Helena, uma força-tarefa trabalha no combate a um incêndio em uma área de assentamento. A operação utiliza viaturas, aeronaves e equipes especializadas.

De acordo com os bombeiros, grande parte das chamas está concentrada em território federal. Mesmo assim, as equipes estaduais atuam para impedir que o fogo avance para outras áreas, além de combater os focos ainda ativos.

A operação conta com apoio de brigadistas, integrantes da Força Nacional e produtores rurais da região, que disponibilizaram máquinas para auxiliar na abertura de aceiros e no combate às chamas.

Em Rosário Oeste, as equipes trabalham nas proximidades da cabeceira do Rio Cuiabá. Em Vila Bela da Santíssima Trindade, o combate ocorre próximo à MT-199. Já em Rondonópolis, os trabalhos estão concentrados nas proximidades da MT-471. Nobres também mantém equipes mobilizadas.

As ações recebem apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar, Defesa Civil Estadual, Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e Polícia Militar.

Mato Grosso registra 129 focos de calor em 24 horas

Dados do Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apontaram 129 focos de calor em Mato Grosso nas últimas 24 horas, conforme atualização realizada às 17h.

Do total, 93 foram identificados no Cerrado e 36 na Amazônia. Em terras indígenas, foram registrados 65 focos.

Entre as áreas com maior número de registros estão a Terra Indígena São Marcos, em Barra do Garças, com 16 focos, e as terras indígenas Areões, Marechal Rondon e Parabubure, com dez focos cada.

Também houve registros no Parque do Xingu, Utiariti, Capoto/Jarina, Paresi, Pimentel Barbosa, Sangradouro/Volta Grande, Pequizal do Naruvôtu e Tadarimana.

O Corpo de Bombeiros ressalta que um foco de calor detectado por satélite não significa, necessariamente, a existência de um incêndio florestal. O dado indica uma área com temperatura elevada e precisa ser analisado em conjunto com outras informações.

Nas terras indígenas, o combate a incêndios é de responsabilidade dos órgãos federais.

Fiscalização busca identificar uso ilegal do fogo

Além do combate direto às chamas, o Corpo de Bombeiros realiza o monitoramento de possíveis usos irregulares do fogo em União do Sul por meio da Operação Infravermelho.

A fiscalização é coordenada pela Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais, em Cuiabá, e utiliza imagens de satélite e outras tecnologias para identificar áreas com risco de incêndio ou suspeita de queimadas ilegais.

Desde o início do período proibitivo, os bombeiros já atuaram na extinção de incêndios em municípios como Boa Esperança do Norte, Canarana, Dom Aquino, Chapada dos Guimarães, Colniza, Guarantã do Norte, Guiratinga, Nova Maringá, Paranatinga, Ribeirão Cascalheira, Rosário Oeste, São Félix do Araguaia e União do Sul.

Uso do fogo está proibido até novembro

Em Mato Grosso, o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais está proibido nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026.

Nas áreas urbanas, a utilização do fogo é proibida durante todo o ano.

Segundo os bombeiros, o uso irregular pode configurar crime ambiental e colocar em risco propriedades, a saúde da população e o meio ambiente. Denúncias podem ser feitas pelos telefones 193, do Corpo de Bombeiros, e 190, da Polícia Militar.

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