O senador Wellington Fagundes (PL) anunciou, durante o primeiro debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso, que ingressou no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com pedido de impugnação da candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos), alegando que o adversário estaria inelegível por uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) relacionada à sua gestão como prefeito de Lucas do Rio Verde (354 km de Cuiabá).
O anúncio ocorreu nesta terça-feira (18) após um embate sobre saúde mental, no qual o senador fez uma provocação ao governador ao afirmar que ele teria “confessado” sofrer de depressão. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) criticou os dois adversários pelos ataques e cobrou mais discussão sobre propostas para o Estado. O debate foi produzido pela Centro América FM e o portal Primeira Página.
Pivetta questionou Wellington sobre suas propostas para a área de saúde mental. O senador não apresentou inicialmente uma resposta específica sobre o tema e voltou a criticar a gestão do governador. “Quem confessou que sofre de depressão aqui é o atual governador. Eu quero dizer que saúde mental não é só cuidar quando está doente”.
Pivetta rebateu dizendo que os mato-grossenses sabem o quanto o Estado melhorou durante sua gestão e voltou a cobrar uma resposta sobre saúde mental. “O tema era saúde mental e o senhor não respondeu. Deve ser porque não tem nenhuma proposta para essa área”, disparou.
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Nas considerações finais, Wellington anunciou a ação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para tentar impedir a candidatura de Pivetta. O senador citou uma decisão relacionada ao período em que Pivetta foi prefeito de Lucas do Rio Verde e afirmou que pretende pedir sua inelegibilidade por uma condenação do TCU relacionada à compra de ambulâncias. “Vamos pedir a inelegibilidade. Quem vai decidir é a Justiça e eu acredito muito nela”, declarou.
Natasha destacou sua trajetória como médica, professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e empresária. Ela afirmou que pretende construir um Estado voltado ao cuidado com a população.
Já Pivetta ressaltou seus cerca de 30 anos de atuação no serviço público e defendeu os resultados de sua administração. “Ajudei o Mauro a governar e fizemos muito e podemos melhorar mais. Eu sei cuidar de gente”, afirmou.