O médico André Barbosa, de 38 anos, foi preso na última sexta-feira (14), na Bolívia, acusado de integrar uma facção criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro na região norte de Mato Grosso.
A captura foi realizada pela polícia boliviana e pela Interpol, a partir de informações de inteligência levantadas pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop.
André estava com mandado de prisão preventiva expedido pela 5ª Vara Criminal de Sinop, no âmbito da Operação Codinome Fantasma III.
Ele também constava na lista de difusão vermelha da Interpol, mecanismo utilizado para localizar e prender internacionalmente pessoas procuradas pela Justiça.
Após a formalização da prisão em território boliviano, as autoridades brasileiras devem iniciar os procedimentos para a extradição do médico, conforme os acordos de cooperação internacional entre Brasil e Bolívia.
A localização e captura de André também contaram com o apoio do Ministério Público de Mato Grosso e da Polícia Federal, que auxiliaram nas diligências para encontrar o investigado.
De acordo com a Draco de Sinop, a atuação integrada com organismos internacionais, como a Interpol, tem sido fundamental para localizar investigados que deixam o Brasil na tentativa de escapar da Justiça.
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Operação Codinome Fantasma III
A Operação Codinome Fantasma III foi deflagrada em março deste ano e teve como principais alvos o casal de empresários Geslaine de Sousa e Ivonei Fernandes, apontado pelas investigações como líder do esquema.
Conforme as investigações, o casal seria proprietário de uma empresa de transportes em Várzea Grande, que teria sido utilizada para movimentar recursos provenientes de atividades criminosas. Segundo a apuração, o esquema teria movimentado cerca de R$ 8 milhões.
As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Criminal de Sinop e incluíram quatro mandados de prisão preventiva, 27 de busca e apreensão domiciliar e o bloqueio de 30 contas bancárias.
A Justiça também determinou a apreensão de veículos de carga e de passeio pertencentes aos investigados, a suspensão das atividades comerciais de quatro pessoas jurídicas e o sequestro de nove imóveis que teriam sido adquiridos com recursos provenientes de lavagem de dinheiro. As medidas patrimoniais somaram mais de R$ 10 milhões.
Os mandados foram cumpridos em Sinop, Santa Carmem, São José dos Quatro Marcos, Várzea Grande e Cuiabá, em Mato Grosso, além de Anápolis (GO) e Barra de São Francisco (ES).