A Polícia Civil, a Vigilância Sanitária Estadual e o Procon de Mato Grosso realizaram, na manhã desta terça-feira (18.8), uma ação conjunta de fiscalização em uma Estação de Tratamento de Água (ETA) de Acorizal. A ação foi desencadeada por requisição da 6ª Promotoria de Justiça Cível da Comarca de Cuiabá, após uma denúncia de que a concessionária responsável pelo tratamento e fornecimento de água em Acorizal estaria utilizando cal hidratada, do tipo que é destinado à construção civil, no processo de tratamento da água potável fornecida aos moradores da cidade.
A empresa informou aos policiais e fiscais que não produz nem comercializa cal própria para utilização no tratamento de água destinada ao consumo humano, e que o material encontrado é destinado à construção civil. Diante da constatação da utilização de produto inadequado, a Vigilância Sanitária Estadual interditou todo o material encontrado na estação de tratamento, enquanto a Polícia Civil apreendeu uma unidade do produto para encaminhamento à perícia.
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A direção da concessionária foi notificada de que o produto não poderia continuar sendo utilizado no tratamento da água. Segundo o delegado Rogério Gomes, titular da Decon, a cal pode ser empregada no processo de tratamento de água, desde que seja produto específico e adequado para essa finalidade.
Já a utilização de cal hidratada destinada à construção civil pode representar risco à saúde da população, uma vez que o material pode conter metais pesados e outras impurezas fora dos parâmetros exigidos para produtos utilizados no tratamento de água destinada ao consumo humano. A Polícia Civil vai instaurar inquérito policial para apurar a suspeita de que a empresa estaria utilizando a cal hidratada e fornecendo produto impróprio para o consumo humano para a população, e, se confirmado, a responsabilidade dos gestores da concessionária de água e esgoto de Acorizal.