A Justiça Federal do Tocantins determinou, nesta quinta-feira (27), a soltura da advogada e empresária Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro, conhecida como Tati Rabelo, presa pela Polícia Federal durante a Operação Bóreas. Ela foi detida em seu apartamento na terça-feira (25), em Cuiabá, e posteriormente encaminhada à Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, na Capital.
O dinheiro estava espalhado. Segundo o termo de apreensão da PF, R$ 9,8 mil foram encontrados no quarto de Thatiana, sobre a mesa de cabeceira. Outros R$ 75 mil estavam dentro de uma gaveta de um móvel da sala.
Também foram apreendidos um iPhone e um Volkswagen T-Cross branco, ano 2020. O celular, encontrado com a empresária durante a busca pessoal, estava bloqueado e foi lacrado pelos policiais para ser submetido às providências da investigação.
A OPERAÇÃO
Deflagrada pela Polícia Federal na terça-feira (25), a Operação Bóreas investiga uma organização suspeita de estruturar a logística para o transporte aéreo internacional de drogas e armas. Segundo a PF, o grupo investigado utilizaria aeronaves e pistas clandestinas para transportar grandes carregamentos de cocaína e armas de fogo provenientes da Bolívia e do Peru para o Brasil.
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A operação cumpriu três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão em Cuiabá e Palmas. A Justiça também determinou a apreensão de aeronaves e o bloqueio e sequestro de bens e valores.
Durante as buscas na residência de Tati Rabelo, em Cuiabá, foram apreendidos dinheiro em espécie, joias, relógios, telefone celular e veículos. A apreensão dos bens, entretanto, não significa, por si só, comprovação de origem ilícita. A Polícia Federal não detalhou publicamente qual seria a participação específica atribuída à empresária no suposto esquema.
Um dos elementos da investigação seria uma troca de mensagens ocorrida em 2024 entre Tati e seu irmão, Márcio Rabello Mesquita Theodoro. Ele está preso desde fevereiro de 2025 após ser flagrado em uma aeronave com aproximadamente 475 quilos de cocaína no Tocantins.
Durante a audiência de custódia, a empresária negou envolvimento com os crimes investigados e disse desconhecer os motivos que haviam levado à decretação de sua prisão. Com a decisão desta quinta-feira, Tati Rabelo passa a responder à investigação em liberdade.