Sobre mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O julgamento poderá definir se haverá abertura de investigação sobre a suposta relação entre os dois.
A primeira questão a ser analisada é a validade do documento, elaborado por determinação do ministro André Mendonça. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu sua anulação por considerar que houve irregularidades na origem da medida.
Segundo a PGR, Mendonça ordenou a produção do relatório sem solicitação prévia do Ministério Público ou da Polícia Federal e sem levar a decisão anteriormente ao plenário.
Em manifestação escrita apresentada à Corte na madrugada desta terça-feira, Moraes afirmou que nunca atuou em processos envolvendo Vorcaro ou o Banco Master. O ministro também negou ter praticado qualquer ato para beneficiar o empresário.
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Há diferentes avaliações entre os ministros sobre os possíveis desdobramentos do julgamento. Parte considera que a eventual anulação do relatório permitiria encerrar o caso sem examinar o conteúdo das mensagens. Outros entendem que os elementos já conhecidos poderiam embasar uma discussão sobre a abertura de uma nova investigação.
A sessão ocorre em meio a divergências sobre a condução das apurações e o compartilhamento das provas. Na segunda-feira (14), a PF informou ter entregue cópias dos dados extraídos do celular de Vorcaro aos gabinetes de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.
No mesmo dia, Mendonça retirou o sigilo de um processo que reúne informações sobre pagamentos ligados ao ex-banqueiro e ao Banco Master.
A segurança foi reforçada para o julgamento. Nos arredores do STF, policiais utilizam equipamentos antidrones. A Polícia Militar do Distrito Federal também ampliou o patrulhamento na Esplanada dos Ministérios e na Praça dos Três Poderes, com viaturas, equipes a pé, unidades especializadas e cavalaria.