O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), estuda uma reforma administrativa que poderá reduzir o número de secretarias estaduais e cargos comissionados a partir de 2027. Entre as propostas em discussão está a fusão de seis pastas em três estruturas, com o objetivo de diminuir despesas e reorganizar o funcionamento do governo.
Uma das possibilidades é reunir a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) em uma única pasta. Também está em análise a incorporação da Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc) pela Casa Civil.
Outra mudança discutida prevê a transferência das atribuições da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) para a Secretaria de Educação (Seduc).
As propostas ainda estão em fase de avaliação e nenhuma fusão foi oficialmente definida.
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Governo prepara levantamento de despesas
O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo está à frente do levantamento que deverá orientar as mudanças. O trabalho inclui a análise de contratos, despesas administrativas, cargos e estruturas que podem ser unificadas. A expectativa é que o diagnóstico seja concluído ainda em outubro, permitindo ao governador avaliar quais medidas poderão entrar em vigor no próximo ano.
O secretário-chefe da Casa Civil, Eduardo Manciolli, também participa das discussões sobre a reorganização das pastas. A vice-governadora eleita Gisela Simona (União) acompanha as tratativas e já havia sinalizado a intenção de reduzir cargos comissionados na administração estadual.
A proposta é concentrar atribuições atualmente distribuídas entre diferentes secretarias, preservando os serviços prestados à população. Caso as mudanças sejam aprovadas, a nova estrutura administrativa deverá começar a funcionar em 2027. Até lá, a definição dependerá da conclusão dos estudos técnicos e da decisão do governador. A elaboração da reforma administrativa está confirmada em declarações recentes de Rogério Gallo. Já as fusões específicas de secretarias permanecem como possibilidades em discussão, sem anúncio definitivo do governo.