Preso em flagrante após matar a esposa com uma facada no peito, Luciano Francisco de Moraes questionou se a vítima realmente havia morrido durante audiência de custódia. O crime ocorreu na noite de segunda-feira (19), dentro de um mercadinho no bairro Água Vermelha, em Várzea Grande/MT.
A vítima, Regiane Alves Rodrigues da Silva, de 37 anos, foi perseguida pelo companheiro até o estabelecimento comercial, onde acabou esfaqueada. O ataque foi registrado por câmeras de segurança.
“Mas ela morreu mesmo?”
Durante a audiência, Luciano demonstrou surpresa ao ser confrontado com a morte da esposa e afirmou que não tinha intenção de matá-la.
“Mas ela morreu mesmo, velho?”, questionou.
Em seguida, o suspeito relatou como ocorreu o ataque.
“Eu peguei uma faquinha em cima da mesa, aí eu finquei nela, mas não era para matar”, declarou.
Luciano também afirmou que a discussão começou porque a companheira queria comprar um produto sem ter dinheiro. Ele tentou justificar o desentendimento alegando que a mulher era “brava demais”.
Mulher tentou fugir para dentro do mercadinho
Imagens de câmeras de segurança mostram que Regiane tentou escapar do companheiro e correu para dentro do comércio.
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Luciano a perseguiu, pegou uma faca que estava no estabelecimento e atingiu a vítima na região do peito. Após o ataque, fugiu.
A mulher caiu logo depois de ser esfaqueada.
Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas e realizaram manobras de reanimação por aproximadamente 40 minutos antes de encaminhá-la ao Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande, em estado gravíssimo.
Na unidade hospitalar, Regiane sofreu uma parada cardíaca e, apesar dos esforços da equipe médica, não resistiu.
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Suspeito já havia sido preso por violência doméstica
Segundo as informações divulgadas, Luciano possuía histórico de prisão relacionada à Lei Maria da Penha, tendo permanecido oito meses em reclusão.
Após o crime, policiais militares realizaram buscas e localizaram o suspeito horas depois.
Ele foi preso e encaminhado à Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação.
A Polícia Civil deverá apurar as circunstâncias do crime, incluindo a motivação e o histórico de violência no relacionamento.