O plantio da soja da safra 2026/27 ultrapassou a metade da área prevista em Mato Grosso, após a melhora das condições climáticas nas principais regiões produtoras. Até a última sexta-feira (16), a semeadura havia alcançado 51,86% dos 13,05 milhões de hectares estimados para esta temporada, segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
O resultado representa aproximadamente 6,77 milhões de hectares já cultivados no estado. Em comparação com a semana anterior, quando o índice estava em 33,28%, o avanço foi de 18,58 pontos percentuais.
A recuperação do ritmo de plantio ocorreu após um início de safra marcado pela irregularidade das chuvas. Em diversas propriedades, a falta de umidade no solo levou produtores a adiar a semeadura para evitar problemas na germinação das sementes e no desenvolvimento inicial das lavouras.
Com o retorno das precipitações em diferentes regiões de Mato Grosso, as máquinas voltaram a operar com maior intensidade, permitindo o avanço dos trabalhos em áreas que aguardavam condições adequadas.
Médio-Norte lidera plantio em Mato Grosso
A região Médio-Norte, uma das principais áreas produtoras de grãos do país e que reúne municípios como Sorriso, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, apresenta o maior percentual de área semeada em Mato Grosso.
Segundo o Imea, 69,32% da área prevista na região já havia sido plantada até sexta-feira (16), índice superior à média estadual.
Na sequência aparece a região Oeste, com 61,58% dos trabalhos concluídos.
Em outras regiões, como Centro-Sul e Sudeste, a chegada das chuvas também contribuiu para acelerar a semeadura e reduzir parte dos atrasos registrados no começo da temporada.
Apesar do avanço, o ritmo de plantio ainda apresenta diferenças entre as regiões produtoras. Enquanto algumas propriedades já possuem lavouras em desenvolvimento, outras continuam aguardando condições favoráveis de umidade para iniciar ou concluir os trabalhos.
Avanço da soja também influencia plantio do milho
O calendário da soja tem impacto direto sobre a segunda safra de milho, uma das principais atividades agrícolas de Mato Grosso.
Isso ocorre porque grande parte do milho é cultivada após a colheita da soja. Dessa forma, quanto mais cedo a oleaginosa for plantada e colhida, maior tende a ser a possibilidade de realizar a semeadura do milho dentro do período recomendado.
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Caso o plantio da soja mantenha um ritmo satisfatório nas próximas semanas, os produtores poderão ter melhores condições para organizar o calendário da segunda safra em 2027.
No entanto, o planejamento ainda depende da regularidade das chuvas, do desenvolvimento das lavouras e das condições climáticas durante a colheita.
Produção de soja pode chegar a 48,8 milhões de toneladas
Para a safra 2026/27, o Imea projeta uma produção de 48,88 milhões de toneladas de soja em Mato Grosso, considerando uma área cultivada de 13,05 milhões de hectares.
A estimativa de produtividade média é de 62,44 sacas por hectare.
Apesar das perspectivas de produção, o resultado dependerá das condições climáticas ao longo do ciclo, principalmente durante as fases de floração e enchimento dos grãos.
Até o levantamento mais recente, aproximadamente 6,28 milhões de hectares ainda aguardavam a semeadura, o equivalente a 48,14% da área prevista.
Custos de produção preocupam agricultores
Além das condições do tempo, os produtores também acompanham os custos para implantação e manutenção das lavouras.
De acordo com o Imea, os gastos com insumos estão estimados em R$ 3.817,12 por hectare nesta safra. Já o custo total de custeio da produção chega a R$ 4.326,01 por hectare.
Esses valores entram no planejamento dos agricultores, que precisam considerar os investimentos na produção, a expectativa de produtividade e os preços de comercialização dos grãos.
Com mais da metade da área prevista já semeada, a continuidade das chuvas será fundamental para que Mato Grosso mantenha o ritmo de plantio e preserve o potencial produtivo da safra 2026/27.
Os dados do plantio referentes a 16 de outubro também foram confirmados em publicações do setor agropecuário.