O fazendeiro Paulo Faruk, condenado a 15 anos de prisão pelo assassinato do engenheiro agrônomo Silas Henrique Palmieri Maia, teve 61 dias abatidos da pena após comprovar trabalho durante o período em que está preso.
A decisão foi assinada pelo juiz Thiago Rais de Castro no dia 4 de agosto. Conforme o processo, Faruk trabalhou durante 181 dias na unidade prisional, cumprindo jornadas diárias de oito horas, o que garantiu o direito à remição da pena.
O crime ocorreu em 18 de fevereiro de 2019, em uma lanchonete localizada na rodoviária do povoado de Novo Paraná, em Porto dos Gaúchos. Silas foi morto com tiros na cabeça, sendo um deles na região da nuca. O homicídio foi registrado por câmeras de segurança do estabelecimento.
Segundo relato de uma testemunha, Silas estava sentado em uma mesa quando Faruk se aproximou por trás, sacou uma pistola e efetuou os disparos. Após o crime, o fazendeiro deixou o local e seguiu em direção ao veículo.
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A vítima trabalhava para uma empresa do setor de insumos agropecuários e, conforme as investigações, havia ido ao município para realizar cobranças ao fazendeiro.
Faruk foi preso ainda em 2019 e posteriormente confessou o homicídio. Em 2020, passou a responder ao processo em liberdade provisória.
Após a condenação definitiva a 15 anos de prisão, ele retornou ao regime fechado. O trânsito em julgado da sentença ocorreu em fevereiro de 2025.