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Médico preso por fraude e lavagem de R$ 30 milhões diz que decisão é arbitrária

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O médico Diego Felipe Sampaio Alves afirmou que considera a decisão da Justiça do Rio Grande Norte “arbitrária” e que pretende comprovar sua inocência. Ele foi preso em Tangará da Serra, na quinta-feira (6) por suspeita de comandar um esquema de fraude e lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 30 milhões no Rio Grande do Norte.

“Infelizmente houve perda de recurso. Eu não ocultei patrimônio, não fiz absolutamente nada”, alegou, em entrevista à TV Record, na Delegacia em Tangará. O médico, que atua há 17 anos na profissão, afirmou ter residência fixa, trabalho e se colocou à disposição das autoridades. 

“Não tenho nada a esconder nem a omitir. Achei a decisão do Rio Grande do Norte arbitrária e certamente a Justiça vai ser feita e ela vai ser revertida”, disse.

A prisão de Alves foi cumprida pela Polícia Civil de Mato Grosso, em apoio a uma operação coordenada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) daquele estado. 

Segundo as investigações, ele é apontado como líder de um esquema que teria operado a partir de clínicas e empresas de fachada, usando contratos e notas fiscais para justificar movimentações milionárias.
De acordo com o MPRN, parte do dinheiro seria oriunda de desvios e contratos fraudulentos no setor da saúde. O montante foi supostamente lavado por meio de transferências entre pessoas físicas e jurídicas ligadas ao investigado, bem como pela compra de imóveis e veículos de alto valor.

O médico foi levado para audiência de custódia em Cuiabá, e o caso segue sob a jurisdição da Justiça do Rio Grande do Norte. Até o momento, não há definição sobre eventual transferência dele para o estado onde tramita o processo.

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