A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) prendeu, na manhã desta terça-feira (24), Silvana Ferreira da Silva, de 33 anos, em Várzea Grande/MT. Condenada a 17 anos de prisão por homicídio e investigada por envolvimento em um segundo assassinato, ela teve o regime domiciliar suspenso pelo Poder Judiciário após descumprimento das condições impostas.
Silvana foi localizada na unidade da Rede Cegonha, anexa ao Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande, onde estava internada desde o último domingo (22), após dar à luz.
Vídeos gravados no momento em que ela chega à delegacia mostram a mulher chorando e com dificuldade para caminhar, sendo amparada por policiais. A recém-nascida permaneceu sob os cuidados de familiares.
De acordo com o Tribunal de Justiça, a prisão tem caráter cautelar e visa assegurar a presença da ré em audiência de justificação. O procedimento irá avaliar se o benefício da prisão domiciliar será mantido ou revogado de forma definitiva. O mandado menciona a apuração de eventual “falta grave”, mas não detalha quais infrações teriam motivado a regressão do regime.
“Suspendo cautelarmente o direito de prisão domiciliar concedido à recuperanda e determino a expedição de mandado de prisão, com o fim de garantir sua apresentação em audiência de justificação, na qual será avaliada a manutenção ou revogação definitiva da prisão domiciliar, bem como eventual reconhecimento da prática de falta grave”, diz trecho da decisão.
Histórico de crimes
Silvana foi condenada a 17 anos de prisão pelo assassinato do feirante Dirceu Lima Raimundo, crime ocorrido em 11 de novembro de 2019, no bairro Marajoara, em Várzea Grande.
Segundo as investigações, ela teria encomendado o homicídio, executado por um jovem de 22 anos com quem mantinha relacionamento à época. A vítima foi morta com requintes de crueldade e enterrada no quintal da própria residência. Após o crime, Silvana foi vista ocupando o imóvel e utilizando o veículo de Dirceu.
Embora condenada em 2022 ao regime fechado, ela obteve autorização para cumprir a pena em prisão domiciliar pouco tempo depois.
Já em fevereiro de 2024, Silvana voltou a ser alvo de investigação ao se envolver em outro homicídio, desta vez no bairro Despraiado, em Cuiabá. A vítima foi Crizuandhel Fialho Egueis Arruda, com quem ela também mantinha relacionamento.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Silvana chega de motocicleta a um condomínio onde a vítima estava sentada na guarita. O vídeo mostra a mulher arremessando uma pedra contra o homem e, em seguida, iniciando agressões com um capacete.
Na sequência, um segundo suspeito, que, segundo a investigação, também se relacionava com Silvana, aparece armado com uma faca. Após breve conversa com a mulher, ele desfere os golpes fatais contra Crizuandhel.
O casal fugiu após o crime. O autor das facadas, que já possuía antecedente por homicídio em 2018, foi preso quatro dias depois, no município de Porto Belo (SC).
Agora, com a suspensão do regime domiciliar, Silvana volta ao sistema prisional enquanto aguarda decisão definitiva da Justiça sobre a manutenção do benefício.


