A Polícia Civil apura a quantidade de policiais militares envolvidos no atendimento da ocorrência de suposto cárcere privado, que terminou com a morte de Valdivino Almeida Fidelis, de 58 anos, em um suposto confronto com a polícia, na última segunda-feira (12), em Cuiabá.
Além de a polícia considerar estranha a quantidade excessiva de policiais militares envolvidos no caso, a PJC também investiga uma suposta alteração da cena após a troca de tiros.
De acordo com denúncias, o corpo da vítima teria sido alterado de posição, e sua arma de fogo, que estaria em sua cintura, foi colocada na altura das mãos de Valdivino.
Além disso, familiares e amigos do homem relataram que não houve nenhuma tentativa de negociação com ele e que os policiais já chegaram agindo com violência o tempo todo.
O delegado Bruno Abreu afirmou ainda no local que os policiais entregaram a arma de fogo usada por Valdivino e não a deixaram no local correto, alterando a cena do crime.
Em apuração da reportagem, foi verificado que Valdivino foi atingido por quatro tiros na parte frontal do corpo, sendo baleado no peito e na coxa. Além disso, foi atingido nas costas, e um dos disparos passou de raspão pela cabeça.
Depoimento
A enteada do homem, que estava sendo mantida dentro da casa, disse em depoimento na delegacia que não se sentiu ameaçada pelo padrasto e que, em nenhum momento, o suspeito apontou a arma de fogo para sua cabeça, como também teria relatado a Polícia Militar.
Por fim, ela afirmou que, no momento em que ele foi baleado, estava permitindo que ela deixasse a casa.
O caso segue sob investigação.

