A juíza da 3ª Vara Cível de Cuiabá, Ana Paula da Veiga Carlota, suspendeu uma penhora de R$ 6,8 milhões contra o produtor rural Neri Engler, de Juara (700 Km de Cuiabá), fiador do devedor original, Marlon Engler. Segundo informações do processo que tramita na 3ª Vara Cível, o grupo Amaggi cobra o valor do produtor em razão de um pagamento em milho não honrado e conseguiu uma ordem de penhora dos valores.
Segundo os autos, o devedor original, Marlon Engler, teria colocado um “cadeado” para impedir a entrada de maquinários e recolher os grãos de milho. “A oficiala de justiça requereu ordem de arrombamento para colheita dos grãos e entrega ao exequente, haja vista que o executado fechou a porteira com cadeado na intenção de obstar a entrada das máquinas para colheita e remoção dos grãos. Petição da exequente ratificando o pedido de arrombamento para efetivar a colheita e remoção dos grãos de milho penhorados”, diz trecho do processo.
Ocorre que um imóvel do fiador, Neri Engler, registrado num cartório de Foz do Iguaçu (PR), já tinha sido penhorado nos autos para a satisfação do débito. A juíza reconheceu que o bem seria suficiente para ser colocado em garantia até a decisão final dos autos sobre a discussão da penhora da Amaggi – que inclusive poderia ter assinaturas falsificadas num documento de confissão de dívida.
Marlon Engler, devedor principal da Amaggi, move um processo de recuperação judicial de R$ 13,8 milhões.