Clima
--°C
Sorriso, MT

Alvo do Gaeco por propina, servidor é preso com pistola em MT

Receba todas as notícias do CN News MT no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.

Os dois servidores alvos da operação ‘Mãos à Obra’, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) na manhã desta terça-feira (28) em Sinop (500 km de Cuiabá) foram identificados. Tratam-se de Valdinei Monteiro da Silva e Lucemar Felix, que foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo e munições. Os agentes estiveram na sede da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação (antiga Prodeurbs), cujo prefeito é Roberto Dorner (PL). 

Pela manhã foram cumpridos três mandados de busca e apreensão contra servidores efetivos do município que atuam na área de fiscalização. Durante o cumprimento de um dos mandados, Lucemar foi flagrado em posse de uma pistola, sendo preso em flagrante. Também foram apreendidas 21 munições.

Conforme apurado, dois fiscais de obras são suspeitos de cobrar propina para liberar e aprovar projetos imobiliários e de construção no município. 

FIQUE ATUALIZADO COM NOTÍCIAS EM TEMPO REAL:  GRUPO DO WHATSAPPINSTAGRAM DO CN NEWS MT

De acordo com a imprensa local, o secretário Luiz Henrique Magnani recebeu os agentes do Gaeco e prestou esclarecimentos sobre a rotina de trabalho do setor, colaborando com os procedimentos realizados.  A prefeitura negou que o alvo da ação seja a pasta, mas sim a conduta dos servidores e reforçou compromisso com a “legalidade, a ética e a transparência na gestão pública”, afirmando que não compactua com “práticas irregulares” e que permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

O local foi alvo com o objetivo de apreender processos administrativos de licenciamento, documentos técnicos, além de computadores e dispositivos eletrônicos ligados aos investigados. Isso porque, segundo apurado, o esquema funcionava por meio da cobrança de vantagens indevidas de empresários e engenheiros para acelerar a análise de processos ou garantir a aprovação de diretrizes urbanísticas, alvarás e licenças ambientais. 

Projetos que não efetuavam os pagamentos teriam a tramitação travada ou enfrentariam obstáculos burocráticos considerados injustificados. O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Polícia Civil, que fazem parte do Gaeco, ainda não se manifestaram oficialmente. 

PUBLICIDADE

Em Destaque

PUBLICIDADE

Leia mais