Vitória Sara Bezerra, conhecida como “Sarinha da Toyota”, foi solta após decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que substituiu a prisão preventiva por prisão domiciliar. Ela é investigada na Operação Pátio Paralelo, deflagrada pela Polícia Civil para apurar um esquema de desvio de veículos e valores em uma concessionária de Sorriso.
Apesar da soltura, Vitória continuará submetida a medidas determinadas pela Justiça. Entre elas está o uso de tornozeleira eletrônica, além do cumprimento de regras enquanto permanecer em prisão domiciliar.
A decisão foi assinada pelo desembargador Orlando de Almeida Perri durante análise de um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.
Entre os argumentos apresentados está o fato de Vitória ser mãe de uma criança de 4 anos, além de os crimes investigados não envolverem violência ou grave ameaça. A defesa também destacou que ela se apresentou espontaneamente à Polícia Civil.
Ao analisar o caso, o desembargador considerou ainda que documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais considerados relevantes para a investigação já haviam sido apreendidos durante as diligências.
Tornozeleira e proibição de contato
Com a substituição da prisão preventiva, Vitória deverá permanecer em prisão domiciliar e será monitorada por tornozeleira eletrônica.
Ela também terá que manter endereço residencial e telefone atualizados perante a Justiça.
Outra determinação é a proibição de manter contato, por qualquer meio, com outros investigados mencionados no inquérito e com as vítimas relacionadas ao caso.
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As medidas deverão ser cumpridas integralmente. Caso alguma das condições seja descumprida, a prisão domiciliar poderá ser revogada e uma nova prisão poderá ser determinada.
Investigação apura esquema milionário
Vitória é uma das investigadas da Operação Pátio Paralelo, que apura suspeitas de desvios envolvendo negociações realizadas em uma concessionária de veículos de Sorriso.
Segundo a Polícia Civil, o grupo investigado teria utilizado a estrutura comercial da empresa para realizar negociações envolvendo veículos usados entregues por clientes como parte do pagamento na compra de automóveis novos.
A investigação aponta que alguns desses veículos teriam sido desviados e posteriormente repassados para outras empresas, enquanto valores relacionados às negociações também teriam seguido para contas vinculadas a terceiros e empresas investigadas.
A apuração policial apontou movimentação financeira de aproximadamente R$ 50 milhões em um período de um ano envolvendo pessoas e empresas relacionadas ao grupo investigado.
Entre 15 e 20 vítimas já teriam sido identificadas diretamente nas investigações, com prejuízo estimado em mais de R$ 2 milhões.
As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos, novas vítimas e o destino dos valores movimentados.