A cuidadora de crianças Tafnes Cavalheiro de Souza, de 19 anos, foi transferida para a Cadeia Pública Feminina de Colíder após permanecer detida em uma delegacia desde o fim de junho. A unidade consta oficialmente no sistema penitenciário de Mato Grosso como estabelecimento destinado ao público feminino.
Ela é investigada por suspeita de produzir conteúdos de abuso sexual infantil e encaminhar os arquivos ao empresário de Sorriso Fábio Serafim de Oliveira, também investigado no caso. As circunstâncias e a possível participação de cada envolvido continuam sendo apuradas pela Polícia Civil.
A defesa da jovem protocolou, na segunda-feira (3), um pedido de habeas corpus para substituir a prisão preventiva por prisão domiciliar, com monitoramento eletrônico e outras medidas cautelares. O pedido ainda não havia sido analisado pela Justiça.
Segundo o advogado Walter Rapuano, a solicitação foi apresentada porque Tafnes teria permanecido por mais de 30 dias na carceragem de uma delegacia, situação classificada pela defesa como inadequada para uma custódia prolongada.
Defesa afirma que jovem teria sido aliciada
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Ainda conforme a versão apresentada pelo advogado, Tafnes afirma que começou a trabalhar como babá na residência do empresário quando tinha 16 anos. A defesa sustenta que ela teria sido aliciada durante o período em que ainda era adolescente.
O advogado também afirma que, depois de a jovem completar 18 anos e deixar o emprego, o empresário teria retomado o contato e passado a ajudá-la financeiramente. Posteriormente, segundo a versão da investigada, ele teria solicitado imagens de crianças e ameaçado suspender o apoio financeiro caso os arquivos não fossem enviados.
As declarações fazem parte da versão apresentada pela defesa e ainda precisam ser confrontadas com as provas reunidas durante a investigação. Até que haja uma nova decisão judicial, Tafnes permanecerá custodiada em Colíder.
Os investigados são considerados inocentes até eventual condenação definitiva pela Justiça.