O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) confirmou que tem realizado uma série de entrevistas para definir o novo secretário de Estado de Segurança Pública. Além de delegados, como o Olhar Direto já havia antecipado na semana passada, o gestor afirmou que também tem ouvido coronéis, sargentos e escrivães da Polícia Civil no processo de escolha.
“Olha só, eu estou ouvindo delegados, coronéis, sargentos, escrivães da polícia, eu estou ouvindo muitas pessoas para colher subsídios para, se necessário, nomear, se necessário não, oportunamente nomear as pessoas certas nos lugares certos. Eu gosto de formar equipe, eu trabalho com equipe. Então, eu estou ouvindo bastante gente, não é só delegado não”, disse nesta quarta-feira (25).
A movimentação ocorre diante da saída do atual secretário de Segurança Pública, coronel César Roveri (União), que deve deixar o cargo no fim de março para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. A mudança também está inserida no contexto político mais amplo, com a expectativa de que Pivetta assuma o comando do Palácio Paiaguás a partir de abril, com a desincompatibilização do governador Mauro Mendes (União), que deve disputar o Senado.
Nos bastidores, o vice-governador já vinha conduzindo conversas reservadas com integrantes da Polícia Civil, em especial delegados, como parte da construção de sua equipe para a área de Segurança Pública. A ampliação do diálogo para outras patentes e funções, no entanto, indica uma tentativa de ouvir diferentes setores das forças de segurança antes de bater o martelo sobre a escolha.
Conforme apurado anteriormente, ao menos quatro nomes da Polícia Civil já foram ouvidos por Pivetta: o delegado-geral adjunto Rodrigo Bastos da Silva; o ex-delegado-geral Mário Demerval; o delegado da Assessoria Institucional Gianmarco Paccola Capoani; e Wylton Massao Ohara.
Durante essas conversas, Pivetta tem buscado avaliar o perfil dos possíveis indicados e chegou a questionar diretamente o que cada um entende por Segurança Pública, em uma tentativa de alinhar conceitos e diretrizes para a futura gestão.
Entre os nomes cotados, Rodrigo Bastos aparece como favorito. De acordo com interlocutores, ele teria cerca de 80% de chances de ser escolhido. Já Wylton Massao Ohara corre por fora, uma vez que recentemente assumiu o cargo de secretário-adjunto de Inteligência da Sesp e deve permanecer na função mesmo com a troca no comando.