Campos avisa que liberará grupo de Mauro para apoiar Pivetta ao Governo

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O deputado estadual Júlio Campos garantiu que caso o nome do irmão, senador Jayme Campos, seja oficializado como pré-candidato ao Governo do Estado no dia 30 de julho, o União Brasil irá liberar os “dissidentes” para apoiar o atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos), como é o caso do pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes. “Já há um pré entendimento que, caso esse grupo de possíveis dissidentes da candidatura própria do Jayme queira apoiar Otaviano Pivetta, não haveria nenhum problema. Será liberado. O próprio ex-governador Mauro Mendes, que é nosso pré-candidato ao Senado, já está assegurado a ele a liberdade para apoiar o seu amigo”, declarou à imprensa nesta quarta-feira (08). 

Jayme precisa conquistar o apoio de pelo menos 25 dos 50 convencionais do União Brasil. Além disso, tem que vencer na convenção do Progressistas (PP), partido que faz federação com o dele.

Em ‘casa’, ele afirma ter o apoio de 35 correligionários. Já na outra sigla, Júlio revelou que o presidente Nilson Leitão afirmou que não irá impedir o cacique de disputar o Palácio Paiaguás. “Conversando com um dos grandes líderes do PP e com o próprio presidente Nilson Leitão, foi-se confirmado que, caso o União Brasil defenda a candidatura própria, não terá nenhuma contestação por parte dos progressistas. Não teria nenhuma dificuldade em aceitar esse resultado”, enfatizou. 

O decano da Casa de Leis ainda comparou a situação do irmão com a de possíveis adversários. No caso, ao do senador Wellington Fagundes (PL), que também enfrenta resistência dentro do PL por parte de alguns prefeitos que já manifestaram apoio a Pivetta.

No caso dos bolsonaristas, já há aviso que ‘trairagem’ não será aceita. “Você vê, o PL tem dissidência. O senador Wellington Fagundes é contestado e a sua candidatura terá dissidência dos prefeitos de Rondonópolis, o Cláudio, do prefeito de Primavera do Leste, Sérgio Machnic. Talvez da prefeita de Várzea Grande, Flávia. Quer dizer, todos os partidos não vão conseguir consenso geral. O União Brasil também poderá ter alguns dissidentes. Não há nenhum problema”, ponderou. 

Vale ressaltar que apesar das ‘liberações partidárias’ para apoiar rivais, os ‘dissidentes’ não poderão gravar material publicitário de apoio, nem aparecem pedindo votos nas redes sociais, sob a pena de serem denunciados à Justiça Eleitoral por ‘infidelidade partidária’, o que pode acarretar a perda do mandato.

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