Eleições 2026
Segundo turno
Disputa para a Presidência do Brasil
Aguardando TSE
Preparando apuração…
Eleições 2026Segundo turno
Apuração em tempo realAguardando dados oficiais
O Brasil decide
Acompanhar apuração completa
Clima
--°C
Sorriso, MT

Endividamento das famílias bate recorde e chega a 50,1% da renda no Brasil

Receba todas as notícias do CN News MT no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.

As dívidas das famílias brasileiras atingiram um novo recorde em agosto de 2026. Segundo dados divulgados pelo Banco Central na última semana, o endividamento chegou a 50,1% da renda acumulada em 12 meses, o maior percentual da série histórica.

O peso das parcelas no orçamento também aumentou. O comprometimento da renda com o pagamento de dívidas, incluindo juros e amortizações, alcançou 29%, outro recorde. Na prática, isso significa que, em média, quase R$ 29 de cada R$ 100 da renda mensal das famílias são destinados ao pagamento de compromissos financeiros.

Os dois indicadores medem situações diferentes. O endividamento compara o saldo das dívidas bancárias com a renda acumulada em um ano. Já o comprometimento da renda mostra quanto da renda mensal é utilizado para pagar essas obrigações.

O avanço ocorre em um cenário de crédito caro, especialmente em modalidades como cartão de crédito e empréstimos sem garantia, que costumam cobrar taxas mais elevadas.

Dívidas avançam mesmo após programas de renegociação

Os indicadores continuaram subindo apesar das duas edições do Desenrola, programa de renegociação de dívidas lançado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

As iniciativas buscaram facilitar a regularização de débitos, inclusive com mecanismos de garantia do Tesouro Nacional, mas não foram suficientes para impedir novos recordes de endividamento.

Durante a campanha eleitoral, Lula prometeu uma terceira edição do programa. A proposta mencionada prevê um leilão para que bancos ofereçam dívidas de consumidores com descontos, facilitando a quitação dos valores em atraso.

O Banco Central também informou que prepara medidas para enfrentar práticas consideradas predatórias na concessão de crédito.

Quando os financiamentos imobiliários são excluídos do cálculo, o endividamento das famílias chegou a 31% da renda em agosto. Nessa mesma comparação, o comprometimento mensal com o pagamento das dívidas alcançou 26,7%, igualmente o maior patamar da série histórica.

Inadimplência permanece elevada

Os dados de setembro mostram que a inadimplência no crédito livre permaneceu em 6,6%, repetindo o recorde registrado em agosto.

FIQUE ATUALIZADO COM NOTÍCIAS EM TEMPO REAL:  GRUPO DO WHATSAPP | INSTAGRAM DO CN NEWS MT

Essa modalidade reúne operações nas quais os bancos têm liberdade para definir as taxas de juros, diferentemente das linhas de crédito com regras específicas.

Desde o início do ano, a inadimplência nesse segmento aumentou um ponto percentual, considerando as operações com famílias e empresas.

Enquanto isso, o estoque total de crédito no país cresceu 0,4% entre agosto e setembro, chegando a R$ 7,4 trilhões.

Apesar do aumento no volume de empréstimos, o ritmo de expansão perdeu força. Em 12 meses, o crescimento do crédito passou de 9,4% em agosto para 8,6% em setembro.

Outro indicador que subiu foi o spread bancário, diferença entre o custo de captação de recursos pelas instituições financeiras e os juros cobrados dos clientes. O spread passou de 34,7 para 35,5 pontos percentuais no período.

Juros altos continuam pressionando o crédito

A taxa básica de juros, a Selic, permanece como um dos fatores que influenciam o custo dos empréstimos no Brasil.

Após cinco reduções consecutivas de 0,25 ponto percentual, a Selic chegou a 13,75% ao ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) voltará a se reunir na próxima semana para decidir se haverá uma nova redução.

Em setembro, o Banco Central projetou crescimento de 9,1% no estoque de crédito em 2026, abaixo da expansão de 10,4% registrada em 2025.

Para as famílias, os números mostram um cenário de maior pressão financeira: além de manter um volume elevado de dívidas, os brasileiros precisam destinar uma parcela crescente da renda ao pagamento de juros e prestações.

PUBLICIDADE

Em Destaque

PUBLICIDADE

Leia mais