Governo lança nesta terça guia com recomendações sobre uso de celulares e outros dispositivos por crianças e adolescentes

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O governo federal lança nesta terça-feira (11) um guia oficial para o uso consciente de dispositivos eletrônicos, como telefones do tipo smartphoneO documento traz orientações para familiares, cuidadores e educadores e pode servir de base para políticas públicas nas áreas de saúde, educação, assistência social e proteção à criança e ao adolescente.

Entre as principais recomendações estão:

  • o uso de dispositivos eletrônicos, aplicativos e redes sociais durante a adolescência (12 a 17 anos) deve se dar com acompanhamento familiar ou de educadores;
  • o acesso a redes sociais deve observar a faixa etária sinalizada pela classificação indicativa;
  • estímulo ao uso de dispositivos digitais, para fins de acessibilidade ou superação de barreiras, por crianças ou adolescentes com deficiência, independentemente de faixa etária.

Para as escolas, as sugestões incluem:

  • avaliar criteriosamente o uso de aparelhos, como celulares ou tablets, para fins pedagógicos na primeira infância, evitando seu uso individual pelos estudantes;
  • evitar tarefas pedagógicas que estimulem a posse de aparelhos celulares próprios, bem como o uso de aplicativos de mensagem, por crianças (antes dos 12 anos).

Além disso, empresas que desenvolvem aplicativos que possam ser usados por crianças e adolescentes devem investir em estratégias de verificação da idade, oferecer produtos ou serviços com base em princípios de segurança por design, coletar o mínimo necessário de dados.

Riscos

 

O guia faz ainda um alerta para os riscos associados ao ambiente digital, que incluem:

  • acesso a conteúdos impróprios;
  • abuso e exploração sexual;
  • exposição a pessoas desconhecidas e predadores sexuais;
  • riscos à privacidade;
  • cyberbullying;
  • racismo algorítmico;
  • deepfakes e “sextorsão”;
  • golpes financeiros;
  • exposição à comunicação mercadológica;
  • trabalho infantil;
  • jogos de apostas online;
  • exposição à desinformação;
  • contato com bolhas informacionais, discursos de ódio, grupos radicais ou extremistas.

 

Outro aspecto abordado pelo guia é a educação digital e midiática, ou seja, a necessidade tanto de crianças e adolescentes quanto de adultos de aprender a lidar com o ambiente digital. Este ponto, destaca o secretário, demanda que as escolas incluam o tema em seus currículos.

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