Jayme Campos diz que clima em Brasília é de desconfiança entre poderes após denúncias investigadas no Caso Master

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O senador Jayme Campos afirmou que o clima político em Brasília é de insegurança e desconfiança diante das recentes denúncias investigadas pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero. Segundo ele, é preciso aguardar o avanço das apurações para esclarecer os fatos e responsabilizar eventuais envolvidos.

De acordo com o parlamentar, as investigações conduzidas pelos órgãos de controle precisam ser aprofundadas para que todas as suspeitas sejam esclarecidas. “Nós temos que aguardar, naturalmente, as apurações que estão sendo feitas, não só pelos órgãos de controle, sobretudo pela própria Polícia Federal. Espero que seja passado a limpo”, afirmou.

Jayme Campos disse ainda que, caso as irregularidades apontadas venham a ser confirmadas, será necessário adotar medidas rigorosas contra os responsáveis. Para ele, situações como as relatadas nas investigações indicam um momento preocupante para o país.

“Se tudo isso que estão falando é verdade, algo tem que ser feito. Caso contrário, o país está de mal a pior”, declarou o senador. Ele também afirmou que nunca havia visto denúncias semelhantes envolvendo autoridades de alto escalão, citando, por exemplo, a suspeita de venda de informações por integrantes de instituições públicas.

Na avaliação do parlamentar, o cenário atual gera um ambiente de forte desconfiança entre os poderes da República. “É um clima hoje em Brasília muito ruim, porque você não sabe em quem pode confiar, sendo do Executivo, do Judiciário ou do Legislativo”, disse.

Apesar da gravidade das suspeitas, o senador defendeu que eventuais punições respeitem o devido processo legal. “Tem que penalizar dentro da forma da lei, respeitando o direito do contraditório e da defesa, aqueles que lesaram a nossa pátria e usaram do cargo para tirar proveito pessoal”, afirmou.

Jayme Campos também demonstrou ceticismo em relação à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para tratar do caso. Segundo ele, a abertura de uma comissão desse tipo pode acabar prolongando o tempo das apurações. “Esse negócio de CPI posterga muito ainda as investigações”, concluiu.

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