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Júlio defende permanência de secretário e cobra cautela nas apurações

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O deputado estadual Júlio Campos (União) saiu em defesa do secretário de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra, ao comentar a investigação em curso sobre supostas fraudes nos empréstimos consignados dos servidores públicos estaduais.

Ele criticou a ideia de um possível afastamento do secretário antes da conclusão das apurações e pediu prudência por parte das autoridades.

“Não, nem afastado. Ele vem aqui esclarecer, depois, se houver assim, comprovado algum envolvimento do secretário, aí é assunto realmente a ser estudado nesse sentido. Caso contrário, vamos aguardar, não vamos precipitar”, afirmou.

Júlio afirmou confiar no trabalho da força-tarefa formada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), que realiza auditorias sobre o caso.

“Nós estamos confiantes que o trabalho dos auditores do Tribunal de Contas, que cada dia que aprofunda, encontra mais coisas estranhas nesses consignados, vai ter uma decisão mais rigorosa, não só por parte do governo”, pontuou.

Segundo o deputado, a decisão do governo de suspender o repasse a mais três ou quatro instituições financeiras ligadas à Capital Consig demonstra que as irregularidades estão sendo levadas a sério. Ele acredita que os responsáveis devem ser punidos, independentemente do cargo que ocupem.

Questionado sobre a convocação de Basílio Bezerra para prestar esclarecimentos em audiência pública nesta sexta-feira (6), o deputado apoiou a medida e disse que o titular da pasta deve comparecer.

“Com certeza. Eu acho que o deputado Henrique Lopes, que foi autor dessa convocação, tem plena condição e foi uma convocação aprovada pelo plenário da Assembleia Legislativa. Eu acho que quem não deve, não teme”, declarou.

Júlio destacou ainda que não vê envolvimento direto de Basílio nas supostas fraudes, mas reconhece que pode ter havido falhas administrativas na pasta.

“É bom esclarecer a sociedade, porque pode haver servidores da sua área envolvidos em algumas coisas estranhas. O Tribunal de Contas tem um quadro de auditores muito preparado, que vai fazer um relatório completo, e vamos descobrir os absurdos da cobrança de juros, de contratos que não foram cumpridos, e que estão sendo cobrados”, ressaltou.

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