O governador Mauro Mendes (União Brasil) cobrou publicamente que o deputado federal Coronel Assis (União) cumpra o acordo firmado nas eleições de 2022 e se licencie do mandato para permitir que suplentes da sigla assumam temporariamente na Câmara dos Deputados. Mendes afirmou que todos os eleitos dependem do desempenho coletivo da chapa e que é necessário honrar os compromissos assumidos durante a campanha:
“Estamos cobrando do Coronel Assis que ele cumpra esse acordo. Acho que todos têm que colaborar, porque ninguém, nem na chapa de estadual, nem na chapa de federal, se elegeu sozinho com os votos deles. É importante que haja esse espírito de cooperação com os suplentes, principalmente os primeiros colocados, que ajudaram decisivamente para que esses mandatos existissem.”
Acordo de rodízio e suplentes na fila
O acordo de rodízio foi firmado durante as eleições de 2022 com o objetivo de permitir que suplentes assumam mandatos por períodos determinados, fortalecendo seus nomes para futuras disputas eleitorais. Atualmente, Gisela Simona, primeira suplente, ocupa a vaga deixada por Fábio Garcia, que se licenciou para comandar a Casa Civil do governo estadual.
Caso Coronel Assis também se afaste, os próximos suplentes na fila são Antônio Bosaipo — filho do ex-conselheiro do Tribunal de Contas Humberto Bosaipo — e o ex-deputado estadual Wagner Ramos. A expectativa é que o rodízio fortaleça esses nomes para 2026.
A cobrança de Mendes ocorre em meio à pressão interna no União Brasil para que os acordos de rodízio sejam cumpridos. Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, a prática já é comum, com deputados estaduais se licenciando para abrir espaço aos suplentes e equilibrar forças dentro da sigla.