O experiente senador Jayme Campos (União Brasil) reconheceu que o cantor Gusttavo Lima (sem partido), que é cotado para compor com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), à Presidência da República nas eleições de 2026, tem um forte aceitação frente ao povo brasileiro, contudo, não vê garantia de que o sucesso do “embaixador” de lotar shows possa representar um casamento de exitoso nas urnas.
Jayme comentava sobre a necessidade do seu partido abandonar o Governo Lula (PT), frente ao desejo de lançar uma candidatura própria. Neste cenário de construção do projeto, admitiu que o sertanejo Gusttavo Lima pode ser um trunfo na composição, mas com ressalvas.
“Ninguém pode desconhecer essa força que ele [Gusttavo Lima] tem perante o povo brasileiro. Pode ser que ele como vice pode atrair um grande seguimento da sociedade de apoiar a sua candidatura”, avaliou o senador, em entrevista à Rádio CBN, na segunda-feira (17).
Contudo, Jayme sinalizou que cantar bem e conseguir arrastar multidões por onde passa não certifica o artista para um projeto à Presidência, pois entende que há a necessidade de preparo e conhecimento dos reais problemas nacionais, além de capacidade de diálogo internacional: “Eu acho que não é bem assim [e o povo pode pensar]: gosto de você como cantor, agora como candidato? Às vezes você não me apetece, não tem porque votar em você porque é um candidato que canta bonito e leva multidão nas ruas”.
“Acho que, na verdade, para ele se preparar para presidente da República, é uma longa caminhada. Está acostumado a cantar músicas bonitas e levar um grande multidão, agora, ele ir para o enfrentamento de uma candidatura à Presidência é uma outra história. Tem que se preparar”, emendou.
Caiado lança sua pré-candidatura como cabeça de chapa no início de abril. Ele se coloca como um dos representantes da direita, frente à inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) até 2030, por abuso de poder político. Bolsonaro ainda luta para reverter sua situação. A ideia é encarar o candidato da esquerda, que pode ser Lula (PT), na disputa pela reeleição ao 4º mandato.


