O governador de Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que pretende garantir o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos estaduais, a cada ano, com percentual mínimo equivalente à inflação caso permaneça no comando do Estado.
A declaração foi dada durante entrevista ao PodOlhar, videocast do Olhar Direto. Pivetta também prometeu estabelecer uma relação mais próxima com o funcionalismo e abrir diálogo permanente sobre as reivindicações das categorias.
No plano de governo apresentado pelo candidato, a concessão da RGA aparece condicionada às exigências legais e à disponibilidade orçamentária. Questionado se essa condição poderia resultar em uma recomposição abaixo da inflação, Pivetta afirmou que Mato Grosso tem capacidade financeira para garantir, pelo menos, a reposição inflacionária.
“Temos o compromisso, sim, de pagar o reajuste anual no mínimo pelo índice da inflação”, declarou.
Segundo o governador, os servidores receberam 34% de reajuste acumulado entre janeiro de 2022 e 2026. Ele comparou o percentual com as médias nacional e estadual, que, conforme afirmou, ficaram em 26% no mesmo período.
“Vamos continuar fazendo isso porque as contas do Estado estão cuidadas. Não tem gordura para queimar, mas nós temos condições de honrar os compromissos”, disse.
Pandemia e antecipação da data-base
Pivetta atribuiu parte das perdas salariais acumuladas pelos servidores às restrições impostas durante a pandemia da Covid-19. Naquele período, uma legislação federal limitou o aumento das despesas com pessoal.
Após o fim das restrições, o governo antecipou de maio para janeiro a data-base dos servidores estaduais.
O governador também citou a situação previdenciária de Mato Grosso para defender o modelo fiscal adotado nos últimos anos. Segundo ele, o fundo previdenciário possui atualmente cerca de R$ 3 bilhões depositados, o que, na avaliação dele, aumenta a segurança para o pagamento de aposentados e pensionistas.
“Cuidar do governo e do Estado não é só pagar a RGA. É cuidar de tudo isso e, especialmente, do provisionamento do caixa para honrar os compromissos”, afirmou.
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Promessa de diálogo com o funcionalismo
Durante a entrevista, Pivetta também foi questionado sobre uma declaração anterior, na qual havia estimado em aproximadamente R$ 4 bilhões anuais o impacto de propostas para recompor perdas salariais dos servidores.
Na ocasião, o governador afirmou que seria necessário escolher entre ampliar investimentos em hospitais e obras ou aumentar os gastos com a folha de pagamento.
Questionado se isso significaria que os servidores deveriam abrir mão da recomposição salarial, Pivetta negou.
“Eu não estou dizendo que o servidor terá que abrir mão”, respondeu.
O candidato afirmou que pretende discutir as reivindicações diretamente com as categorias e analisar as condições financeiras do Estado antes de definir os reajustes.
“Eu vou abrir o diálogo com os servidores. Nós vamos conversar, olhar para outros estados, para os nossos números e para as nossas condições”, declarou.
Pivetta também relacionou a escolha da deputada federal Gisela Simona (União Brasil) como candidata a vice-governadora à intenção de aproximar a gestão dos servidores, destacando que ela é funcionária pública.
Caso seja reeleito, o governador disse que pretende manter uma relação “amigável” e “produtiva” com o funcionalismo estadual.
Contexto eleitoral
Pivetta disputa a reeleição ao Governo de Mato Grosso em 2026. Em pesquisa Quaest divulgada em agosto, ele apareceu com 23% das intenções de voto, tecnicamente empatado com Wellington Fagundes (PL), que registrou 27%, considerando a margem de erro do levantamento.