Em visita às obras atrasadas do BRT, na manhã desta quinta-feira (30), o presidente do Tribunal de Contas do Estado, Sérgio Ricardo, sugeriu ao governador Mauro Mendes (UB) que rescinda o contrato com o Consórcio responsável pelo BRT, em Cuiabá. Para o conselheiro, as três empresas não tem condição de tocar e nem de terminar a obra e destacou a lentidão no andamento.
“Na realidade nós [Tribunal de Contas] temos uma opinião formada. (…) A dica, que eu entendo que é o caminho, é o governo reeincindir o contrato com essas três empresas, fazer um [contrato] emergencial, e trazer uma empresa que pudesse terminar no prazo. Na nossa opinião não adianta mais ficar conversando com essas empresas, elas já demonstraram que não tem estrutura e nem condições”, disse.
Atraso nas obras
A culpa do atraso nas obras do Bus Rapid Transit (BRT) na região metropolitana de Cuiabá, segundo o Consórcio Construtor BRT Cuiabá, é das mudanças constantes no traçado e disputas políticas.
As empresas integrantes (Nova Engevix Engenharia e Projetos S.A. e Heleno & Fonseca Construtécnica S.A) afirmaram, em nota oficial à imprensa, em 13 de janeiro deste ano, que esses fatores impediram a conclusão das obras do BRT no prazo previsto em contrato.
Novo prazo e prejuízos
Dessa forma, o Consórcio explica que, em outubro de 2022, data prevista para o inicio das obras e 28 de janeiro de 2024, o projeto ficou impedido de executar 84,3% do que foi contratado.
Em janeiro de 2024 e 13 de outubro de 2024, data que era prevista para conclusão dos serviços, as empresas tiveram impedimento de executar 59,1% do que foi determinado.
O consórcio informou que o governo de Mato Grosso cumpre suas obrigações financeiras, contudo, os atrasos e as mudanças no projeto geraram um prejuízo financeiro, que está sendo custeado pelas empresas, o que compromete a continuidade das obras.
O consórcio se manifestou após o governador Mauro Mendes ter dito em uma entrevista à imprensa que estava insatisfeito com o atraso das obras e que iria notificar o consórcio.
Por meio de nota, o governo de Mato Grosso esclarece que as mudanças feitas no projeto foram discutidas com as empresas, além disso já notificou 50 vezes sobre assuntos relacionados as obras.



