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Exportações de carne bovina de MT crescem 38,7% e receita chega a US$ 2 bilhões no semestre

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As exportações de carne bovina de Mato Grosso cresceram 38,76% no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. O volume embarcado passou de 368,81 mil para 511,75 mil toneladas por equivalente carcaça (TEC).
Os dados são do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/ComexStat).
A receita com as vendas também avançou, passando de US$ 1 bilhão para US$ 2 bilhões no período. O valor médio da tonelada aumentou de US$ 5,18 mil para US$ 6,11 mil.
Além do crescimento em volume e faturamento, Mato Grosso ampliou o número de destinos internacionais. No primeiro semestre de 2025, a carne produzida no estado chegou a 77 países. Neste ano, foram registrados embarques para 88 destinos.
Mato Grosso também aparece na liderança nacional das exportações de carne bovina. Entre janeiro e julho de 2026, o estado acumulou US$ 2,8 bilhões em vendas externas.
São Paulo aparece na segunda posição, com US$ 1,81 bilhão, seguido por Goiás e Mato Grosso do Sul, ambos com aproximadamente US$ 1,32 bilhão.Segundo o analista de Gestão da Informação do Instituto Mato-grossense da Carne (IMAC), Valdecir Júnior, o crescimento está relacionado à combinação entre demanda internacional aquecida, menor oferta nos Estados Unidos, valorização da tonelada em dólar e capacidade de produção de Mato Grosso.
Apesar da diversificação dos mercados, a China continua sendo o principal destino da carne bovina mato-grossense. O país respondeu por 55,18% do volume exportado no primeiro semestre deste ano, com 282,4 mil toneladas.
Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com participação de 8,01% e aproximadamente 41 mil toneladas. Na sequência estão Chile, com 6,07%, Rússia, com 5,27%, e Filipinas, com 2,24%.
Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Itália e Países Baixos também estão entre os principais compradores.
A ampliação do número de destinos é considerada estratégica para reduzir a dependência de um único mercado. Mesmo assim, a China ainda concentra mais da metade das vendas externas do estado.
De acordo com o IMAC, a manutenção do crescimento das exportações também depende de avanços em áreas como rastreabilidade, logística e cumprimento das exigências sanitárias e comerciais estabelecidas pelos países compradores.

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