A greve dos trabalhadores dos Correios continua nesta segunda-feira (14) em Mato Grosso e em outros estados. A paralisação começou na noite de quinta-feira (10), com efeitos a partir de sexta-feira (11), após a categoria rejeitar a proposta apresentada pela estatal para o Acordo Coletivo de Trabalho.
De acordo com a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), um dos principais pontos de divergência envolve as regras do plano de saúde de empregados, aposentados e dependentes. Em Mato Grosso, a adesão foi aprovada em assembleia pelo sindicato que representa a categoria.
Apesar do movimento, os Correios informaram que as agências continuam abertas. A empresa acionou um plano de contingência que prevê remanejamento de veículos, deslocamento de funcionários administrativos para atividades operacionais e realização de mutirões.
A estatal ainda não informou quais cidades podem registrar maior impacto nem anunciou uma alteração geral nos prazos de entrega. Por isso, clientes devem acompanhar cada encomenda pelos canais oficiais.
TST determina manutenção dos serviços
Após as tentativas de conciliação terminarem sem acordo, os Correios apresentaram um pedido de dissídio coletivo ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).
FIQUE ATUALIZADO COM NOTÍCIAS EM TEMPO REAL: GRUPO DO WHATSAPP | INSTAGRAM DO CN NEWS MT
Em decisão liminar, o tribunal determinou que os sindicatos mantenham pelo menos 80% dos trabalhadores em atividade em cada unidade. A medida alcança os setores de atendimento, tratamento, transporte e distribuição de encomendas, além das áreas administrativas consideradas essenciais.
O julgamento do dissídio está marcado para 21 de setembro, às 13h30. Empresa e trabalhadores ainda podem firmar um acordo antes da análise do processo.
A greve ocorre em meio à crise financeira dos Correios. A estatal registrou prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2026, somando o 16º trimestre consecutivo com resultado negativo.
A empresa também busca uma nova operação de crédito de R$ 7 bilhões, após contratar R$ 12 bilhões em empréstimos no fim de 2025. Enquanto as negociações não avançam, a categoria mantém a orientação de greve e os Correios afirmam que adotam medidas para preservar o funcionamento dos serviços.