Juiz proíbe transmissão ao vivo de júri de assassino de família em Sorriso

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O juiz Rafael Depra Panichella determinou nesta quinta-feira (31) que o julgamento de Gilberto Rodrigues dos Anjos, réu pelo assassinato de Cleci Calvi Cardoso e suas três filhas, não será transmitido de forma online e simultânea. O magistrado também restringiu o acesso ao plenário do júri, limitando a entrada com diversas restrições.

Feminicida confesso, Gilberto sentará no banco dos réus no dia 7 de agosto, às 8h30, pelo assassinato de Cleci Cardoso, de 46 anos, e suas filhas, Miliane, de 19, e duas menores, de 10 e 12 anos, em Sorriso (420 Km de Cuiabá). Ele está detido na Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá.

Com base no artigo 234-B do Código Penal e no artigo 5º, LX, da Constituição Federal, o juiz estabeleceu que a entrada no plenário será restrita para garantir a devida publicidade, em respeito à intimidade das partes.

O acesso será permitido apenas para:

  • pessoas que estejam trabalhando diretamente perante o tribunal do júri (juiz, assessores, servidores, advogados, defensores, promotores, assistentes das partes, policiais penais e militares, etc);
  • familiares das vítimas: mediante cadastro prévio até 5 de agosto.
  • assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT), que será o único órgão de imprensa que poderá fazer o uso de gravação de áudio e vídeo para cessão das imagens aos demais órgãos de imprensa para permitir a devida publicidade pertinente ao caso, respeitando as imagens e dignidades das vítimas;
  • demais órgãos de imprensa poderão acompanhar os trabalhos em plenário, para atualização e comunicação à população, contudo sendo proibida a exibição em tempo real de qualquer ato relacionado ao plenário, bem como qualquer atividade jornalística dentro do plenário, (ressalvadas eventuais chamadas fora do plenário para atualização dos andamentos em plenário).
    •  ainda, será proibida qualquer gravação por meio de vídeo e áudio da sessão plenária, sendo que tais materiais, serão, dentro da publicidade restrita, cedidos pela assessoria de imprensa deste Tribunal de Justiça.
  • Autoridades: poderão entrar se houver disponibilidade de espaço, mas estão proibidas de qualquer manifestação pública dentro do plenário para evitar a politização do julgamento.

O Ministério Público informou no ano passado que vai pedir a pena máxima para o feminicida, que cometeu a chacina covarde em novembro de 2023, entre os dias 24 e 25, quando invadiu a residência de Cleci pela janela do banheiro, com a intenção de roubar a família.

A polícia foi acionada por vizinhos das vítimas, após as quatro não serem vistas ao longo do final de semana. Ele esfaqueou três vítimas e abusou sexualmente da mãe e duas filhas. A menina de 10 anos foi asfixiada.

Os corpos foram encontrados já sem vida e com ferimentos profundos, como cortes no pescoço. Depois de cometer o crime, Gilberto retornou para o terreno ao lado, onde passava a noite e trabalhava. Roupas sujas de sangue foram recolhidas dentro de um contêiner durante as investigações. Em uma sacola, o suspeito tinha guardado uma peça de roupa íntima de uma das vítimas. Ele confessou os feminicídios.

Vale lembrar que Gilberto já foi condenado a mais de 39 anos por outros crimes, sendo 17 anos pelo homicídio qualificado do jornalista Osni Mendes Araújo, em 2013, em Mineiros, e 22 por um estupro cometido em Lucas do Rio Verde.

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