Listas com nomes de empresas e empresários apontados como apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) passaram a ser compartilhadas em grupos de WhatsApp após o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25). Há relatos de circulação dessas relações em Sorriso, Sinop, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, no norte de Mato Grosso.
As listas dividem estabelecimentos comerciais conforme o suposto posicionamento político de seus proprietários. Uma delas identifica empresários que teriam apoiado Flávio Bolsonaro, enquanto outra reúne nomes de comerciantes associados à candidatura de Lula.
A divulgação provocou discussões nas redes sociais, incluindo manifestações de pessoas que defendem deixar de frequentar determinados estabelecimentos em razão da preferência eleitoral de seus proprietários.
Em Lucas do Rio Verde, mensagens compartilhadas em grupos de WhatsApp mostram uma mobilização para identificar empresas cujos proprietários teriam declarado apoio a Lula ou comemorado sua reeleição. Nas conversas, participantes também discutem a possibilidade de boicotar os estabelecimentos.
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A movimentação ocorreu após a confirmação da vitória de Lula, que recebeu 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro.
Empresários procuram Polícia Civil após divulgação de contatos e ofensas
Em meio à repercussão, alguns empresários procuraram a Polícia Civil para denunciar a divulgação de números de telefone e mensagens ofensivas compartilhadas em grupos de WhatsApp.
Segundo os relatos, os contatos estariam sendo expostos junto a comentários depreciativos e xingamentos direcionados a comerciantes citados nas listas.
As denúncias poderão ser analisadas pela Polícia Civil para verificar a ocorrência de possíveis crimes contra a honra, como difamação e injúria, além de eventuais outras infrações.