O uso do Pix continua avançando em Mato Grosso e movimentou R$ 233,46 bilhões entre janeiro e julho deste ano, conforme dados do Banco Central analisados pela Fecomércio-MT em parceria com a Fecomércio-SE. Apenas em julho, foram R$ 36,92 bilhões em transações, valor 15,98% superior aos R$ 31,83 bilhões registrados no mesmo mês de 2025.
O crescimento também aparece na evolução mensal. Em abril, o Estado alcançou o maior volume do período, com R$ 37,81 bilhões movimentados, alta de 19,02% em relação a março. De abril a julho, todos os meses registraram movimentações acima de R$ 35 bilhões, indicando a manutenção do Pix em um patamar elevado de utilização.
Segundo avaliação do economista Márcio Rocha, a movimentação acompanha tanto a digitalização dos meios de pagamento quanto os ciclos da economia mato-grossense, especialmente as atividades ligadas ao agronegócio. Ele ressalta, porém, que o volume de transações não deve ser confundido diretamente com crescimento do PIB, embora possa servir como indicador da intensidade dos fluxos financeiros.
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Para o presidente do Sistema Comércio de Mato Grosso, Sebastião Gonçalves, o avanço do Pix demonstra mudanças nos hábitos de consumo e nas relações comerciais. Na avaliação dele, a rapidez, praticidade e acessibilidade do sistema têm facilitado as operações de empresas e consumidores e exigem que o comércio acompanhe a crescente digitalização da economia.
A média mensal movimentada pelo Pix em Mato Grosso nos primeiros sete meses do ano foi de R$ 33,35 bilhões. O comportamento também apresenta influência da sazonalidade: em dezembro de 2025, por exemplo, as transações chegaram a R$ 37,16 bilhões, impulsionadas pelo 13º salário, pelas compras de fim de ano e pelo aumento do consumo.
O levantamento reforça a consolidação do Pix como uma das principais ferramentas utilizadas para pagamentos e transferências no Estado, acompanhando a dinâmica dos setores de comércio, serviços e agronegócio.