O Cemitério Municipal José Maria Pinheiro Oliveira, em Sorriso, a 420 km de Cuiabá, atingiu a capacidade máxima. Inaugurado na década de 1970, o espaço atualmente tem mais de 7.500 pessoas enterradas e já não possui jazigos disponíveis para novas sepulturas.
Segundo a administração, uma média de 33 sepultamentos acontecem por mês no local. Para atender à demanda imediata, cerca de 400 novas gavetas estão sendo construídas.
No entanto, mesmo com a ampliação, a previsão é de que o cemitério atenda até, no máximo, 2028.
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A única alternativa para as famílias que não possuem túmulos familiares é recorrer às chamadas gavetas funerárias, ou optar por um cemitério particular, onde os valores variam entre R$ 4,7 mil e R$ 25,6 mil.
A gestão do cemitério é feita por uma empresa privada, por meio de concessão fiscalizada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Sorriso (AGER). De acordo com Vilson Vigolo, representante dos concessionários, não há mais túmulos disponíveis atualmente, o que torna as gavetas a única alternativa pública de sepultamento.
Câmara propõe crematório público, mas Prefeitura recua
Diante da crise, a Câmara Municipal de Sorriso , como forma de oferecer uma alternativa mais acessível e sustentável à população.
A sugestão partiu da vereadora Jane Dalalibera (PL), que argumenta que o serviço traria benefícios sociais, ambientais e urbanísticos, além de reduzir a pressão por novas áreas destinadas a cemitérios.
Em resposta oficial, a informou que a proposta está, por ora, fora de cogitação. No entanto, reconhece o esgotamento da estrutura atual e anunciou que irá realizar um estudo técnico de viabilidade econômica, financeira e de demanda para avaliar a criação de um novo cemitério municipal.


