As articulações para a bancada federal de Mato Grosso mudar o seu posicionamento e votar para derrubar o veto do presidente Lula (PT) que barrou o aumento de 513 para 531 o número de deputados federais e de 24 para 30 deputados estaduais na Assembleia Legislativa – está sendo rechaçada pelos 3 senadores, mas, também tem dividido os deputados da bancada que admitem que poderão mudar o voto.
A reportagem consultou os deputados federais e apenas Gisela Simona (União) afirmou que mantém o seu voto que foi contra o aumento de parlamentares. Já os deputados Coronel Assis (União), Rodrigo Zaeli (PL), e Nelson Barbudo (PL), ficaram em cima do muro ao serem questionados se manteriam os seus votos.
Barbudo disse não saber se participará da votação do veto porque está de licença médica. Contudo, afirmou que participará da reunião da bancada mato-grossense na próxima semana para ouvir a opinião de todos. “Se eu vou votar, vou acompanhar a bancada do PL”, disse.
A deputada federal Coronel Fernanda (PL), que atualmente está na coordenação é quem tem agendado a reunião. Ela afirma que a articulação para a derrubada vem sendo feita pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e a bancada da Paraíba, estado que perderá representatividade, caso o veto seja mantido.
Fernanda admitiu mudar o voto caso se confirme os benefícios para Mato Grosso, como o aumento de R$ 1 bilhão em emendas parlamentares, com mais duas novas cadeiras para Mato Grosso.
‘Eu pedi essa avaliação para ver se realmente Mato Grosso poderá ganhar R$ 1 bilhão a mais. Porque aumento de custo não terá, já que o projeto que aprovou garantiu que o orçamento continuará o mesmo. E politicamente isso também é vantajoso. Porque hoje temos só 8 votos. Com 10, teremos mais’, justificou.
Os únicos deputados que foram favoráveis ao aumento foram Emanuelzinho (MDB) e Juarez Costa (MDB). O deputado José Medeiros (PL) não respondeu os questionamentos.