O suplente de deputado estadual e candidato nas eleições de 2026, Hugo Garcia, e o ex-diretor do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (Imafir-MT), Afrânio Migliari, são alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada pela Polícia Civil em Cuiabá.
Afrânio Migliari também já ocupou o cargo de secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente de Sorriso, em 2013.
A operação investiga supostas irregularidades em movimentações financeiras realizadas durante um período de disputa pela administração e representação legal do Imafir-MT. Entre os possíveis crimes apurados estão furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica.
Segundo a Polícia Civil, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares que determinaram o bloqueio de contas bancárias e a suspensão dos acessos utilizados pelos investigados para movimentar recursos do instituto.
A investigação aponta que um ex-dirigente teria realizado operações financeiras mesmo após um acordo homologado pela Justiça e uma decisão que o impedia de reassumir a presidência e praticar atos em nome da entidade.
Movimentações ultrapassam R$ 1 milhão
De acordo com a Polícia Civil, as transações consideradas irregulares ultrapassam R$ 1 milhão.
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Uma das movimentações investigadas envolve quase R$ 774 mil, que teriam sido transferidos para uma conta pessoal e para uma empresa pertencente ao então diretor-executivo do instituto. Outra transferência, no valor de R$ 270 mil, teria sido destinada a um escritório de advocacia.
A Justiça também determinou a suspensão e desativação de credenciais eletrônicas, tokens, certificados digitais, assinaturas eletrônicas e outros mecanismos utilizados para acessar e movimentar as contas da entidade.
Documentos, computadores, celulares e registros contábeis apreendidos durante a operação serão analisados e periciados. A investigação busca esclarecer as contratações, identificar quem autorizou as movimentações bancárias e verificar a destinação dos recursos.
Hugo Garcia, Afrânio Migliari e os demais citados são investigados no caso. As medidas judiciais adotadas durante a operação não representam, por si só, condenação ou comprovação definitiva de responsabilidade pelos fatos apurados.
A investigação segue em andamento.