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PF deflagra operação contra o garimpo ilegal e cumpre mandados em Sinop

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A Polícia Federal (PF) deflagrou simultaneamente nesta quinta-feira as Operações Kuri II e Aurum Sordidos, marcando uma nova e intensa fase na repressão ao garimpo ilegal nos leitos dos Rios São Benedito e Teles Pires, localizados na região norte de Mato Grosso.

O objetivo da força-tarefa é desmantelar a estrutura criminosa que explora ilegalmente os recursos minerais, causando graves danos ambientais. A ação coordenada está cumprindo um total de 16 mandados de busca e apreensão em diversas cidades: Sinop, Alta Floresta, Matupá, Peixoto de Azevedo e Tangará da Serra (MT), além das cidades paraenses de Itaituba e Novo Progresso (PA).

💰 Sequestro de Bens e Estrutura Criminosa Complexa

Além dos mandados de busca, a PF está executando medidas de sequestro de bens vinculados aos investigados, visando atingir o patrimônio adquirido por meio da atividade ilegal.

As Operações Kuri II e Aurum Sordidos são desdobramentos diretos da Operação Kuri, deflagrada em abril deste ano. A primeira fase, coordenada pela PF, já havia imposto um duro golpe ao crime organizado, resultando na destruição de 17 balsas utilizadas na atividade garimpeira clandestina e na apreensão de 2 mil litros de combustível.

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O prejuízo total estimado aos responsáveis pela exploração ilegal, considerando os danos da primeira fase, já ultrapassou a marca de R$ 15 milhões.

🌿 Dano Ambiental e Impacto em Terras Indígenas

As investigações têm revelado uma significativa degradação ambiental na região. O garimpo ilegal nos rios causa o assoreamento dos leitos, contaminação por mercúrio e a destruição da flora e fauna aquáticas.

De forma alarmante, as atividades clandestinas têm impactos diretos sobre as Terras Indígenas Kayabi e Munduruku, afetando a vida e o modo de subsistência das comunidades originárias.

O sucesso da primeira fase da operação foi crucial para que os investigadores identificassem uma estrutura criminosa complexa. Essa rede ilícita não se limita aos operadores das balsas, sendo composta por financiadores que injetam capital na exploração e por comerciantes do ouro que escoam a produção ilegal no mercado. A ação de hoje busca desarticular essa cadeia em toda a sua extensão.

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