O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), acredita que se as eleições gerais fossem hoje, o governador Mauro Mendes (União) não teria o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Senado devido à troca de ofensas contra o filho dele, deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). No entanto, na opinião do prefeito, como falta muito para o pleito de 2026, há tempo de reconstruir a aliança.
“Tudo é no seu tempo. Se a eleição fosse hoje, estaria prejudicado, mas eleição é daqui um ano. Então tem um tempo para reconstruir. É claro que o Bolsonaro não vai gostar que batam no filho dele, mas eu acredito que o pensamento sobre política tem que ser maior do que isso. A gente tem que pensar em somar peças dentro do tabuleiro”, declarou ao programa Resumo do Dia, nesta segunda-feira (17).
O gestor cuiabano ainda opinou sobre quem defende que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) seja o candidato à presidência da República sem “abraçar” Bolsonaro. Segundo Abilio, foi o ex-presidente que o lançou na carreira política e basicamente o “escalou para o jogo”, em referência à uma partida de futebol.
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“Quem gosta do Tarcísio como bom governador entenda que foi o Bolsonaro que o colocou lá. O Bolsonaro faz isso. Quando ele escolhe uma liderança para representar o estado ele está pensando no bem daquele estado e como um técnico que está escalando as pessoas no lugar certo para ajudar aquilo que entendemos como ideal principal”, relembrou.
O prefeito ainda se comparou ao ex-mandatário ao falar sobre os secretários Reginaldo Teixeira (Obras) e Felipe Wellaton (Limpurb). “É que nem quando falam dos meus secretários, quem foi que escolheu o de Obras? O de Limpeza Urbana? Não tem como desassociar, não existe prefeito de secretarias, existe o prefeito. Eu sou tipo o técnico do time, tenho que escolher o melhor jogador em cada posição”, comparou.