O governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que a forma como a Operação Heritage vem sendo explorada pode prejudicar as eleições e influenciar o julgamento dos eleitores.
A investigação foi deflagrada pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema envolvendo um acordo de R$ 308 milhões entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi e teve entre os principais alvos o ex-governador Mauro Mendes (União), o deputado federal Fábio Garcia (União) e o ex-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho, todos aliados de Pivetta.
“Eu confio na Justiça e confio na inocência dos que foram acusados. Acho que o que foi feito, a exploração desse caso, da maneira que foi feita, prejudica o pleito eleitoral, sim. Prejudica o raciocínio de muita gente”, afirmou.
Após a deflagração da operação, o grupo político de Pivetta sofreu mudanças. Fábio Garcia deixou a condição de candidato a vice-governador na chapa de Pivetta e foi substituído por Gisela Simona (União). Mauro Carvalho também decidiu deixar o comando da Casa Civil para se dedicar à família.
Além das mudanças provocadas em seu grupo político, a operação também passou a ser explorada por adversários de Pivetta durante a campanha eleitoral, que usam as investigações para questionar a gestão do governador.
Apesar de criticar a exploração política da investigação, Pivetta afirmou na semana passada ser contrário à criação de mecanismos para impedir operações policiais contra candidatos durante o período eleitoral.
A declaração foi feita após ele ser questionado sobre a ideia do deputado federal José Medeiros (PL) que afirmou, em Brasília, que pretendia apresentar um projeto de lei para impedir operações contra candidatos nos meses que antecedem as eleições.
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“Eu acho que não tem que barrar nada. Na minha opinião, nós, homens públicos, estamos sujeitos a ser investigados a qualquer tempo. Todos nós. Então, eu acho que não tem que barrar. Tem que ter transparência para não sepultar reputações antes de apurar. Tem que ter transparência”, disse o governador na época.
Ao comentar novamente o assunto, Pivetta reforçou que o Governo do Estado segue normalmente, apesar dos impactos políticos provocados pela operação.
“O governo do Estado está andando, nós estamos fazendo tudo o que tem que fazer, cumprindo com a nossa missão e é isso que importa”, afirmou.
Segundo o governador, agora cabe aos investigados apresentar suas defesas enquanto a Justiça apura os fatos. “Então, vamos aguardar, cada um vai se defender”, completou.
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