O médico responsável pelo parto da arquiteta Larissa Pompermayer Ramos, de 29 anos, foi afastado e uma sindicância foi aberta para apurar os fatos que levaram à morte da jovem, na madrugada desta terça-feira (18), em Cuiabá.
A informação foi confirmada pelo Instituto São Lucas, responsável pela administração do Hospital Municipal Euclides Horst, em Campo Novo do Parecis, onde Larissa realizou o parto cesariano.
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A arquiteta, que completaria 30 anos no próximo dia 28 de dezembro, deu à luz uma menina no dia 2 de novembro. Dias após o procedimento, ela começou a apresentar complicações e contraiu uma infecção.
Diante da piora em seu quadro de saúde, Larissa foi transferida primeiro para um hospital em Tangará da Serra e, posteriormente, encaminhada para uma unidade de saúde em Cuiabá, na tentativa de salvar sua vida.
Em uma atualização divulgada na segunda-feira (17), foi informado que a arquiteta havia conseguido controlar 50% da infecção.
No entanto, ela sofreu duas paradas cardiorrespiratórias, sendo reanimada pela equipe médica em ambas as ocasiões. A jovem não resistiu e veio a falecer na madrugada do dia seguinte. A filha que ela esperava sobreviveu.
O caso
Segundo a polícia, Larissa sonhava com um parto normal e apresentava os requisitos necessários para a realização do procedimento. Porém, o médico alegou que o quadro de saúde da jovem era “estreito” e a induziu a uma cirurgia cesariana.
Por conta do desejo de ter um parto normal, Larissa chegou a protocolar um documento em
que expressava a intenção de vivenciar uma experiência “respeitosa e segura”, citando inclusive normas da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Devido ao agravamento do quadro, Larissa precisou ser transferida para um hospital em Tangará da Serra e, posteriormente, para o Hospital Santa Helena, em Cuiabá, onde morreu.
A família acredita que houve negligência médica no atendimento e cobra esclarecimentos
sobre o caso.