Após mais de dois anos de longas buscas, os restos mortais da jovem Pamela Gracielly da Silva Albuquerque, de 31 anos, foram encontrados no fim da tarde da última terça-feira (18) em uma região de mata do município de Sinop (481 km de Cuiabá).
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Com os documentos próximos ao corpo e um revólver enferrujado, os restos mortais foram localizados na mesma região onde, na época do desaparecimento, em 2023, foi localizada a moto da jovem. As dificuldades em localizar o cadáver, que permaneceu oculto desde então, se deram por conta do terreno, coberto de mato e pelo mau cheiro, tanto do lixo como de corpos de animais, que nublaram o cheiro da decomposição do cadáver de Gracielly.
O delegado Bráulio Junqueira, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa de Sinop (DHPP) explicou que até o momento todos os indícios apontam que Gracielly tirou a própria vida, contudo a hipótese de homicídio não foi descartada e tudo será esclarecido com os exames da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
“Lá foi encontrada uma arma de fogo, lá foram encontrados os documentos dela e o celular dela. Na época, o celular dela tinha perdido o sinal naquela região ali. O corpo se decompôs naquele local. A perícia já constatou, o médico legítimo já constatou que tem um disparo no crânio, da direita para a esquerda, encontrou os orifícios de entrada e de saída do projétil”, relatou o delegado.
Conforme informado anteriormente, o corpo da jovem foi encontrado após uma denúncia anônima. Os restos mortais da vítima foram levados ao Instituto Médico Legal e passarão por um exame necropsia nos próximos dias que esclarecerão a causa da morte da vítima.
“Nós estamos trabalhando, nós não fechamos a investigação. Então nós não podemos falar que foi suicídio ou homicídio. As características nos levam a crer que foi suicídio, pelas circunstâncias”, finalizou o delegado.
Ainda explorando a hipótese de um homicídio, o delegado relatou que a dinâmica seria mais complexa, o que consequentemente facilitaria para as equipes localizarem o corpo de Gracielly ainda à época dos fatos.
“Para ter um homicídio ali, o cara teria que ter matado ela, sumido com ela dali, com o corpo dali e depois de um tempo, a gente não sabe quanto tempo, devolvesse o corpo no local e aí deixado ele”, explicou Bráulio.