O governador Mauro Mendes (União) afirmou que recebeu com naturalidade a decisão dos deputados estaduais de reduzir de 20% para 5% a margem de remanejamento orçamentário na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. Para ele, a medida faz parte do processo e tende a ser revista ao longo da tramitação, já que, historicamente, o Estado necessita de um percentual mais elevado para executar o orçamento.
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“Olha, eu vejo com tranquilidade, esses movimentos sempre aconteceram, mas no final a racionalidade deve prevalecer. O governo sempre teve acima de 20% de necessidade de mudança no orçamento. Porque primeiro a gente adota uma previsão orçamentária bastante conservadora. E ninguém pode dizer que a forma que o governo tem conduzido nesses últimos anos, ela não é a melhor”, comentou.
A redução teve apoio da maioria dos deputados. Eles dizem que, com um percentual muito alto de remanejamento, que hoje chega a 30%, a Assembleia perde autonomia para acompanhar o orçamento e cobrar prioridades. Os parlamentares também defendem que diminuir o limine ajuda na cobrança pelo pagamento das emendas, assunto que frequentemente gera críticas por parte deles.
Mauro ainda rebateu críticas de parlamentares que afirmam que a LOA estaria subestimada. Segundo ele, o modelo de gestão adotado pelo Estado tem gerado segurança fiscal, equilíbrio e resultados inéditos.
“Porque são os melhores anos, talvez, da história de Mato Grosso a nível de investimento e de resultado. Então nós somos precavidos na hora de estabelecer o orçamento, a gente segura a despesa com isso, vai acontecendo verdadeiramente a receita, nós vamos abrindo o orçamento”, relatou.
O governador também destacou que o planejamento tem garantido pagamentos em dia e afastado problemas recorrentes de anos anteriores.
“Nunca nenhum fornecedor ficou sem receber nesse período, como historicamente sempre aconteceu em Mato Grosso. Então a nossa forma de planejar e de executar o orçamento, ela tem dado excelentes resultados ao Mato Grosso. Então ninguém pode falar que esse governo está errado”, ressaltou.
‘Processo natural’
Na sessão de quarta-feira (26), um pedido de vista coletivo adiou a primeira votação do orçamento. Sobre a manobra, Mauro afirmou que não havia sido informado previamente, mas minimizou o movimento.
“Pedir de vista é um processo natural, vira e mexe está acontecendo lá nos projetos. É natural que o parlamento faça essa discussão. Não tem problema”, disse.
A LOA 2026 prevê receita e despesa de R$ 40,79 bilhões, um crescimento de 10,02% em relação ao orçamento deste ano.